sábado, 7 de janeiro de 2012

 

De 30 de janeiro a 04 de fevereiro de 2012 a cidade de Cametá no Pará irá sediar o 10º Encontro Norte e Nordeste dos Estudantes de Pedagogia – ENNOEPe. A Universidade Federal do Pará será o palco de realização do encontro que está sendo organizado por estudantes, docentes e grupos de pesquisas e extensão do Campus de Cametá. O encontro acontecerá com uma vasta programação com: conferências, plenárias, mesas redondas, apresentações de trabalhos, workshops, grupos de discussões, ato público, atividades culturais e festas em comemoração de uma década de ENNOEPe.
O compromisso em discutir melhorias para a Educação faz do ENNOEPe um dos maiores encontros de estudantes do Brasil. No ano de 2012 a temática a ser discutida foi aprovado no 9º ENNOEPe na cidade de Valença/BA sendo: “Educação na Cidade e no Campo: a identidade do pedagogo. Para que e em que estamos sendo formados?.
A comissão organizadora estima receber mais de 1.000 (mil) estudantes e pessoas interessadas em discutir educação. A programação para o encontro será dinâmica e diversificada para atender a todas as necessidades dos participantes que virão para Cametá/PA. Sugestões podem ser enviadas para que o encontro seja construído por todos.
O ENNOEPe já começou participe você também!!!

Uece abre inscrição para a primeira turma do Mestrado em Serviço Social

A Universidade Estadual do Ceará (Uece) abre no período de 09 a 20 de janeiro de 2012, a inscrição para a I turma do Curso de Mestrado Acadêmico em Serviço Social, Trabalho e Questão Social. O novo mestrado coordenado pelo Centro de Estudos Sociais Aplicados (CESA) conta com 12 vagas. Os interessados podem dirigir-se a secretaria do curso no horário das 9h às 12h e das 14h às 17h, no Campus do Itaperi.
Publico alvo do curso, alunos egressos dos cursos de graduação em Serviço Social e de áreas de humanas e sociais. Entre os objetivos estão formar mestres qualificar pesquisadores nas área de Serviço Social, Trabalho e Questão Social; promover o desenvolvimento de pesquisas de interesse científico, tecnológico e social e fomentar intercâmbio em âmbito nacional e internacional na área de Serviço Social, Trabalho e Políticas Públicas.
 O programa do mestrado é multidisciplinar por ser integrado por professores e pesquisadores nas áreas de Serviço Social, Sociologia, Educação, Saúde Pública e Filosofia. O corpo docente do Mestrado é formado por 12 professores e dois coordenadores, todos com titulação de doutor.
O curso exige cumprimento de 56 créditos, de acordo com a seguinte estrutura curricular: 12 créditos em disciplinas obrigatórias, 14 créditos em disciplinas não obrigatórias a serem cumpridos no prazo de um ano; e 30 créditos da dissertação a ser concluída no ano subseqüente.
Mais informações na coordenação do Mestrado que funciona no Bloco do CESA ou no telefone (85) 3101-9754
Outras informações e links vinculados ver pagina da UECE: www.uece.br

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Encerramento da 1ª Gestão do Centro Acadêmico de Pedagogia Rachel de Queiroz - CAPED

A gestão Pedagogia em Ação, União para a Transformação 2010/2011,agradece a tod@s os estudantes do Curso de Pedagogia pela confiança que depositaram no nosso trabalho, tivemos erros e acertos mas isso serve e servirá para nosso aperfeiçoamento, esperamos que vocês continuem a ajudar a nova gestão do Centro Acadêmico na Luta do nossos direitos por uma Universidade pública de qualidade com professores efetivos, lutar por nosso Restaurante Universitário, Residência Universitária, pela eleição para Reitor, vice-Reitor, Coordenador e Diretor de Centro,
a tod@s OBRIGADO!!!!















APROVADOS EM PEDAGOGIA 2012.1 MANHÃ!!!

Relatório de Classificação dos Candidatos Seleção: Processo Seletivo - 2012.1 Curso: PEDAGOGIA (LICENCIATURA) - Manhã
*Clique no nome do aluno para visualizar a pontuação completa do candidato
*Caso o nome desejado não esteja nesta lista, acesse http://vestibular.uvanet.br para visualizar a pontuação completa do candidato
C L A S S I F I C A D O S
Inscrição Nome Completo Classificação
13340NARCELIO MENEZES SILVA FILHO
13117FLAVIO ARAUJO PRADO
13182JAMILLE SOUZA VASCONCELOS
13111EURIDES MARTINS PAULINO
13359RAIZA GONCALVES CARVALHO LIMA
13112EVANDO DO NASCIMENTO
13185JANIELE BARBOSA MENDES
13330MARILIA GABRIELA CARNEIRO
13231LAYZE BARBOSA MARTINS FARIAS
13254LUCIRRANE CORDEIRO DOS SANTOS10º
13021ANA ELANDIA VASCONCELOS AGUIAR11º
13314MARIA MICHELE ARAUJO12º
13017ANA CARLA PINHEIRO LIMA13º
13396SINARA ARIANA ROCHA14º
13048ANTONIA GESILANE SOARES DOS SANTOS15º
13105ELOISA ALVES CARLOS16º
13171IRALDO FILHO DA SILVA MELO17º
13275MARIA CLARA MONTENEGRO SANTIAGO18º
13415VIVIANE RODRIGUES DE SOUSA19º
13079CRISTIANE SOUZA PARENTE20º
13019ANA CAROLINE FONTENELE ALEXANDRINO21º
13001ADALIANE MATIAS ALVES22º
13217JUVENAL FERREIRA ARRUDA FILHO23º
13408THAIS LOIOLA MAGALHAES24º
13114FABIANA MENEZES SILVA25º
13067CARLA KELVIA TAVARES GOMES26º
13165HANNA HELLEN FERNANDES MEDEIROS27º
13299MARIA INES DE OLIVEIRA SOUSA28º
13321MARIA RENIELE COSTA RODRIGUES DE SOUSA29º
13009AMANDA BEZERRA LOPES30º
13233LEILIANE MOREIRA ALVES31º
13159GESSICA RIBEIRO MAGALHAES32º
13292MARIA DO SOCORRO VIEIRA33º
13243LUANA CARDOSO DE MESQUITA34º
13221KARINE SOUSA MARQUES35º
13334MELINA DE SOUZA VASCONCELOS36º
13278MARIA DA CONCEICAO FREITAS DE SOUZA37º
13089DANILA ALBUQUERQUE ABREU DE ARAUJO38º
13057ANTONIO WESCLA VASCONCELOS BRAGA39º
13367RENATA ARAUJO DE ALMEIDA40º
13037ANDRESSA HOLANDA DE SOUZA NASCIMENTO41º
13214JOYCE KELLY VIEIRA DOS SANTOS42º
13404TAMIRES MATOS LIMA43º
13119FRANCISCA ALINE DAS CHAGAS SILVA44º
13400TAGILA FERREIRA CAMPOS45º
13245LUANA OLIVEIRA FERREIRA46º
13141FRANCISCA MARJERA SAYANE DE SOUSA47º
13250LUCIANA KELLY DA SILVA FONSECA48º
13274MARIA CELESTE MARQUES BARROZO49º
13381ROSELI VASCONCELOS DE ALMEIDA50º   
 
CLASSIFICÁVEIS - Relatório de Classificação dos Candidatos Seleção: Processo Seletivo - 2012.1 Curso: PEDAGOGIA (LICENCIATURA) - Manhã
*Clique no nome do aluno para visualizar a pontuação completa do candidato
*Caso o nome desejado não esteja nesta lista, acesse http://vestibular.uvanet.br para visualizar a pontuação completa do candidato
C L A S S I F I C Á V E I S
Inscrição Nome Completo Classificação
13086DALILA NAGELA ALBUQUERQUE RODRIGUES51º
13322MARIA ROSANI RIBEIRO52º
13244LUANA JESSICA DE SOUSA53º
13257LUZIANE COSTA DE ANDRADE54º
13010AMANDA DE SOUSA RODRIGUES55º
13200JORGE LUIS PEREIRA DE ARAGAO56º
13004ALESSANDRA VICTOR DE SOUZA57º
13348PEDRO ALLEF SILVA VASCONCELOS58º
13189JARLENE MARIA RODRIGUES BATISTA59º
13164GLEICIKELLY PAULO DE OLIVEIRA60º
13142FRANCISCA NONATA DOS SANTOS COSTA61º
13058APOLONIA QUEIROZ DA ROCHA NETA62º
13070CASSIA EVENGELISTA SANTANA63º
13261MARA CINTHIA DA PONTE64º
13074CLARA INGRID SILVEIRA RIOS65º
13157GEORGIANA VIANA RODRIGUES66º
13341NATALIA FERREIRA DE ALMEIDA67º
13355RAFAEL MANOEL DA PONTE VENUTO68º
13125FRANCISCA CAMILA ALBUQUERQUE PORTELA69º
13035ANDREA SILVA RODRIGUES70º
13018ANA CAROLINA SOUSA DOS SANTOS71º
13065CAMILA PONTES DE OLIVEIRA72º
13318MARIA NEILA SOUSA LOUZEIRA73º
13201JORGE VITOR DA COSTA74º
13203JOSE ELDELSON XAVIER SERIDO75º
13098EDILENE MEIRE XAVIER76º
13369RHAYNE FIGUEIRA DE AGUIAR77º
13064BRENA MARIA CUSTODIO MENDES78º
13377ROBERTA SOUZA MELO79º
13414VIVIANE MADEIRA DA SILVA80º
13401TAIANNA KELLY BRAGA VAZ81º
13349PEDRO HENRIQUE DA COSTA LEMOS82º
13328MARIA VANUSA ROSENDO RODRIGUES83º
13276MARIA CLEONICE SOUSA84º
13240LIVIA PAIVA SILVA FERREIRA85º
13005ALICE FERNANDES MATOS86º
13036ANDRESA ARAUJO REINALDO87º
13290MARIA DO SOCORRO CAETANO ARAUJO88º
13084DAJANE FERREIRA RODRIGUES89º
13202JOSEANA DE ARAUJO DUARTE90º
13158GESSICA AGUIAR DE ARAUJO91º
13374ROBERTA CLEIA NEVES RIPARDO92º
13362RAYANE TEREZINHA DE JESUS DOS SANTOS COSTA93º
13083DAIANE LIMA DE SOUSA94º
13296MARIA GISELLI MENDES DA SILVA95º
13161GILDEMARA GONCALVES PITA96º
13306MARIA LARYSSA MOUTA SOARES97º
13085DALILA KECIA RODRIGUES ALBUQUERQUE98º
13345NICOLE LIMA VASCONCELOS99º
13337MYLANE MENDES ARAUJO100º
13307MARIA LEIDIANE AVILA CARVALHO101º
13055ANTONIA WANDERLEA ALBUQUERQUE DIAS102º
13336MORGANA MESQUITA MARTINIANO MENDONCA103º
13256LUIZA ROSIANE ALVES BRAGA104º
13388SARA RIPARDO MARQUES105º
13407THAIS FURTADO DA SILVA106º
13006ALINE GOMES MATIAS107º
13313MARIA MARCIA DO NASCIMENTO108º
13398SUANE ALVES PONTE109º
13229LARISSA BRUNA VASCONCELOS SILVA110º
13120FRANCISCA ALVES DE ANDRADE111º
13054ANTONIA THAIS FEIJO RIPARDO112º
13197JOELMA DOS SANTOS SILVA113º
13282MARIA DANIELA SOUZA DOS SANTOS114º
13103ELISANDRA MARIA OLIVEIRA MAGALHAES115º
13047ANTONIA DE PAIVA DIAS116º
13146FRANCISCO CESAR MIRANDA AVILA117º
13411VALDEIR RODRIGUES MAGALHAES118º
13136FRANCISCA JUCIELE CORREIA LOPES119º
13310MARIA LUCILENE BARROS SOUSA120º
13033ANA RAFAELA DE OLIVEIRA121º
13011AMANDA RODRIGUES GOMES122º
13121FRANCISCA AMANDA ARAUJO FARIAS123º
13053ANTONIA TATIANA HOLANDA DA SILVA124º
13220KAREN OLIVEIRA LIMA125º
13068CARLOS EDUARDO DE ARAUJO126º
13110EULENE SILVA SANTOS127º
13049ANTONIA LILIANE FERREIRA SOUZA128º
13332MAYARA DA SILVA SOARES129º
13263MARCILIA LOURENCO DE SOUZA130º
13030ANA NAGELA DE SOUZA MARQUES131º
13219KALINE SOUSA ARAUJO132º
13308MARIA LIEGE DOS SANTOS CZAR133º
13118FRANCILEUDA DE MELO DAMASCENO134º
13038ANGELA DE FATIMA LIRA IBIAPINA135º
13324MARIA STEFANY DOS SANTOS PAULO136º
13097DORIANE DOS SANTOS DE SOUSA137º
13148FRANCISCO GUSTAVO SIQUEIRA FARIAS138º
13248LUCIANA CECILIA ARAUJO139º
13060BEATRIZ MARA FAUSTINO DE SIQUEIRA140º
13213JOYCE EUGENIO PEDROSA SILVEIRA141º
13175IVO ALVES DA SILVA142º
13239LIVANA SOUSA GUIMARAES143º
13301MARIA IVONIELE DO NASCIMENTO RODRIGUES144º
13325MARIA TATIANA DE ABREU GOMES145º
13179JAINY MARIA DE OLIVEIRA SANTOS146º
13294MARIA ELIANA CAMILO ALVES147º
13331MATIELLY DE PAULA CARLOS148º
13051ANTONIA ROSELANE TRINDADE DO NASCIMENTO149º
13063BENEDITA DE SOUSA AGUIAR150º
13091DARLANY MORAIS GRIGORIO151º
13416YASMIN FARIAS LIMA152º
13228LARA LARISSA VIANA MOTA153º
13124FRANCISCA ANTONIA DE SOUSA154º
13052ANTONIA ROSIANE RODRIGUES DE PAIVA155º















quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

ATENÇÃO MUDANÇA DE DATA DO ENCONTRO ESTADUAL DOS ESTUDANTES DE PEDAGOGIA-EEEPe

ATENÇÃO PEDAGOG@S DE TODO O CEARÁ, 

O 31º ENCONTRO ESTADUAL DOS ESTUDANTES DE PEDAGOGIA QUE TINHA DATA PREVISTA PARA ACONTECER DE 06 A 08 DE JUNHO DE 2012, TEVE SUA DATA ALTERADA PARA 13,14 E 15 DE JUNHO DE 2012. 
A MUDANÇA DEVE-SE AO FERIADO QUE TEREMOS NO DIA 07 DE JUNHO DIA DE CORPUS CHRISTI E AO RECESSO ACADÊMICO DA UVA NO DIA 08.



Evasão nos Cursos de Pedagogia preocupa o MEC

SÃO PAULO - O Brasil terá de correr contra o tempo para conseguir atingir a meta de zerar o déficit de professores no país em 2020. De 2005 a 2009, o país até conseguiu atrair mais alunos para os cursos de Pedagogia e formação de professor de educação básica, mas mais da metade das turmas desistiram antes do fim do curso.


O problema, dizem os especialistas, é a falta de valorização do professor. O salário — o piso nacional é de R$ 1.187,14 — equivale em média a 60% do que ganha outro profissional do mesmo nível no mercado. Segundo dados do Conselho Nacional de Educação, com base em números do IBGE, enquanto o salário de um professor no Distrito Federal fica em média em R$ 3.472, outros profissionais com formação similar ganham 28% a mais. Em Pernambuco, a diferença é de 48%.
— É um grande desafio, mas estou confiante que podemos alcançar a meta até mesmo antes de 2020 — afirma Luiz Cláudio Costa, secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC).
Segundo dados do MEC, em 2005 o país tinha 440.279 matriculados em cursos de Pedagogia ou licenciatura. Quatro anos depois, 118.376 se formaram e nada menos do que 55,36% deles (65.534) em cursos à distância. Na avaliação de Costa, a maioria das pessoas que procura pelos cursos à distância já dava aula, mas não tinha concluído curso algum ou lecionava em disciplina diferente da qual tinha se formado.
O número de estudantes que concluiu os cursos presenciais de pedagogia ou de formação de professor de educação básica está em queda. Em 2005, 103.626 se formaram. Em 2007, 79.196. Em 2009, foram 52.842.
Segundo dados do Boletim da Educação no Brasil, publicado pela Fundação Lemann em 2009, boa parte dos estudantes que decidem seguir a carreira tem educação básica fraca. "... Os dados do Enem mostram que 30% dos que ingressam nos cursos de Pedagogia e licenciatura estão entre os piores alunos do ensino médio. Além disso, mesmo entre os graduandos dos cursos de formação docente, 20% afirmam que a carreira de professor é uma segunda opção nos seus planos profissionais", diz o documento.
— O desafio é reduzir a evasão. Pessoas ingressam, mas quando olham a valorização de outros profissionais, mudam de área. O Brasil tem avançado, mas na formação de professores estamos aquém dos planos que temos para o país — diz o secretário.

Evasão nos Cursos de Pedagogia preocupa o MEC

SÃO PAULO - O Brasil terá de correr contra o tempo para conseguir atingir a meta de zerar o déficit de professores no país em 2020. De 2005 a 2009, o país até conseguiu atrair mais alunos para os cursos de Pedagogia e formação de professor de educação básica, mas mais da metade das turmas desistiram antes do fim do curso.


O problema, dizem os especialistas, é a falta de valorização do professor. O salário — o piso nacional é de R$ 1.187,14 — equivale em média a 60% do que ganha outro profissional do mesmo nível no mercado. Segundo dados do Conselho Nacional de Educação, com base em números do IBGE, enquanto o salário de um professor no Distrito Federal fica em média em R$ 3.472, outros profissionais com formação similar ganham 28% a mais. Em Pernambuco, a diferença é de 48%.
— É um grande desafio, mas estou confiante que podemos alcançar a meta até mesmo antes de 2020 — afirma Luiz Cláudio Costa, secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC).
Segundo dados do MEC, em 2005 o país tinha 440.279 matriculados em cursos de Pedagogia ou licenciatura. Quatro anos depois, 118.376 se formaram e nada menos do que 55,36% deles (65.534) em cursos à distância. Na avaliação de Costa, a maioria das pessoas que procura pelos cursos à distância já dava aula, mas não tinha concluído curso algum ou lecionava em disciplina diferente da qual tinha se formado.
O número de estudantes que concluiu os cursos presenciais de pedagogia ou de formação de professor de educação básica está em queda. Em 2005, 103.626 se formaram. Em 2007, 79.196. Em 2009, foram 52.842.
Segundo dados do Boletim da Educação no Brasil, publicado pela Fundação Lemann em 2009, boa parte dos estudantes que decidem seguir a carreira tem educação básica fraca. "... Os dados do Enem mostram que 30% dos que ingressam nos cursos de Pedagogia e licenciatura estão entre os piores alunos do ensino médio. Além disso, mesmo entre os graduandos dos cursos de formação docente, 20% afirmam que a carreira de professor é uma segunda opção nos seus planos profissionais", diz o documento.
— O desafio é reduzir a evasão. Pessoas ingressam, mas quando olham a valorização de outros profissionais, mudam de área. O Brasil tem avançado, mas na formação de professores estamos aquém dos planos que temos para o país — diz o secretário.

O professor brasileiro de primário é um dos que mais sofre com os baixos salários.



É o que mostra pesquisa feita em 40 países pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) divulgada ontem, em Genebra, na Suíça. A situação dos brasileiros só não é pior do que a dos professores do Peru e da Indonésia. Um brasileiro em início de carreira, segundo a pesquisa, recebe em média menos de US$ 5 mil por ano para dar aulas. Isso porque o valor foi calculado incluindo os professores da rede privada de ensino, que ganham bem mais do que os professores das escolas públicas. Além disso, o valor foi estipulado antes da recente desvalorização do real diante do dólar. Hoje, esse resultado seria ainda pior, pelo menos em relação à moeda americana. Na Alemanha, um professor com a mesma experiência de um brasileiro, ganha, em média, US$ 30 mil por ano, mais de seis vezes a renda no Brasil. No topo da carreira e após mais de 15 anos de ensino, um professor brasileiro pode chegar a ganhar US$ 10 mil por ano. Em Portugal, o salário anual chega a US$ 50 mil, equivalente aos salários pagos aos suíços. Na Coréia, os professores primários ganham seis vezes o que ganha um brasileiro.Com os baixos salários oferecidos no Brasil, poucos jovens acabam seguindo a carreira. Outro problema é que professores com alto nível de educação acabam deixando a profissão em busca de melhores salários.O estudo mostra que, no País, apenas 21,6% dos professores primários têm diploma universitário, contra 94% no Chile. Nas Filipinas, todos os professores são obrigados a passar por uma universidade antes de dar aulas. A OIT e a Unesco dizem que o Brasil é um dos países com o maior número de alunos por classe, o que prejudica o ensino. Segundo o estudo, existem mais de 29 alunos por professor no Brasil, enquanto na Dinamarca, por exemplo, a relação é de um para dez.Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o salário médio do docente do ensino fundamental em início de carreira no Brasil é o terceiro mais baixo do mundo, no universo de 38 países desenvolvidos e em desenvolvimento. O salário anual médio de um professor na Indonésia é US$ 1.624, no Peru US$ 4.752 e no Brasil, US$ 4.818, o equivalente a R$ 11 mil. A Argentina, por sua vez, paga US$ 9.857 por ano aos professores, cerca de R$ 22 mil, exatamente o dobro. Por que há tanta diferença? Fonte: Jornal do Commercio, 07/07/2010  


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

ATENÇÃO MATRÍCULAS DOS ALUNOS VETERANOS DA UVA!!!

ATENÇÃO PESSOAL,

MATRÍCULAS DOS ALUNOS VETERANOS DA UVA: 16 a 20 DE JANEIRO DE 2012 - - Matrícula dos ALUNOS Veteranos para o SEMESTRE 2012.1.

BAIXEM O CALENDÁRIO ACADÊMICO COMPLETO NO SITE DA UVA NA PARTE SUPERIOR: CALENDÁRIO ACADÊMICO OU NO LINK:

CALENDÁRIO UVA 2012: http://www.4shared.com/office/DwoBPsXA/calendario_UVA.html

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Avaliação do 31º ENEPe

Pessoal como todos já sabem aconteceu no mês de Julho de 2011 o 31º Encontro Nacional dos Estudantes de Pedagogia - ENEPe, na cidade de João Pessoa -PB, segue abaixo o resultado do encontro: 

Ocorreu entre os dias 17 e 24 de julho na cidade de João Pessoa, Paraíba, o 31º ENEPe (Encontro Nacional de Estudantes de Pedagogia). O encontro teve a Educação Popular como tema e foi marcado por mesas e plenárias lotadas, atos de rua massivos, bem como implosões, golpes e agressão física, dentro e fora da Plenária Final, pelos governistas da UNE (União Nacional dos Estudantes).
A Comissão Organizadora (CO), apesar de ser bem disposta e prestativa, era pequena e inexperiente, o que não chegou a comprometer o Encontro, mas em muitos momentos (mesas, relatorias/Gd's) abriu brechas para o golpismo e o oportunismo dos setores mais podres do movimento estudantil. Mas o ENEPe, no todo, conseguiu se concretizar, contando com mais 1.200 estudantes, o que demonstrou o esforço da CO em organizar um evento de tal porte, apesar dos percalços.
Os Encontros de Área do curso de Pedagogia, apesar de todo o turismo e demais desvios, é comparativamente um dos Encontros de Área mais importantes do movimento estudantil no Brasil, principalmente no que concerne a organização, atividade política e participação no Encontro. A prova disso foi seu vanguardismo em romper com o governismo expresso na UNE, influenciando vários outros cursos que seguiram a orientação correta do ENEPe.
Em defesa de um ENEPe independente do governo
O ENEPe vem sofrendo cada vez mais investidas do governismo por causa de seu expressivo número de participantes, o que possibilita uma boa acumulação de renda e um representativo peso político. O mesmo grupo que propôs em Brasília no ano passado que o ENEPe perdesse sua autonomia financeira e política, realizando um Encontro financiado pelo Governo Federal, organizou mais uma vez uma proposta de ENEPe (a acadêmica e pluralista proposta da UERJ). E para quem pensa que a UNE já está atolada na lama ainda pode se surpreender com a aliança que eles fizeram com setores da Juventude Monarquista do Brasil! Contando com um bloco minoritário no Encontro, composto por setores do RJ, Bahia, a antiga gestão do CA da UFPB e membros da gestão do CA de Pedagogia da UFC.
O 31º ENEPe nos marcos da ofensiva neoliberal do governo Dilma/PT
O coletivo Pedagogia em Luta filiado a RECC (Rede Estudantil Classista e Combativa) realizou desde o primeiro dia uma ampla propaganda no evento e intervenções nas mesas e grupos de discussão denunciando os ataques do governo Dilma/PT, como o Novo PNE neoliberal e o corte de 3,1 Bi na Educação, contribuindo assim para enriquecer os debates no encontro.
Convocamos no Encontro, através da Plenária Nacional do Coletivo Pedagogia em Luta, os estudantes sinceros a organizarem em suas bases um coletivo e a travar um combate aos ataques do governo do PT à Educação. Organizamos dessa forma uma Coordenação de Lutas para construirmos Campanhas por Creches nas Faculdades de Educação, Luta contra o PNE e demais lutas por surgir, como o boicote ao ENADE.
O movimento estudantil de pedagogia em meio à obreirismos e autonomismo
Para entendermos os rumos que esse Enepe tomou, ou não tomou, principalmente no seu desfecho final, é preciso fazer uma análise das principais forças políticas que hoje o movimento estudantil da Pedagogia comporta em seus encontros e o que na prática estas forças representam.
Apesar das divergências práticas e teóricas com o MEPR, que hoje é a corrente de maior força atuante MEPe (Movimento estudantil de pedagogia), participamos com o mesmo e outros grupos e companheiros anti-governistas no Campo de Luta da Pedagogia, que é um bloco que atua dentro dos ENEPes e que é de fundamental importância para o distanciamento do MEPe da UNE. Esse bloco tem como princípio a luta contra os ataques do governo expressos na Reforma Universitária iniciada por Lula/PT e a necessidade da reorganização do movimento estudantil. Aqui faz-se útil mostrar nossas diferenças e críticas a esse grupo no MEPe. A nosso ver o MEPR reproduz certo obreirismo prejudicial à reorganização estudantil, já tão comum no Movimento Estudantil. Semelhante a ANEL, que produz um obreirismo sindicaleiro, o MEPR reproduz um obreirismo de tipo camponês, no qual a centralidade da organização estudantil é o apoio à luta camponesa, secundarizando a luta dos estudantes, como se suas pautas e lutas específicas não pudessem colaborar, objetivamente com as lutas dos trabalhadores do campo e da cidade. Nós da RECC, apesar da aliança tática com esses setores, não compartilhamos com sua visão de ME, e no caso da ANEL, com o seu não rompimento total com a UNE.
A ANEL, entidade estudantil para-governista que se propõe no discurso a organizar os estudantes por fora da UNE, mas não o faz na prática, acaba sempre por ir a reboque da mesma. Durante quase todo Encontro pouco ou nada se manifestaram, na Plenária Final tiveram um posicionamento contraditório. Estudantes da ANEL defendiam a confirmação de MG como sede do 32º ENEPe e outros, da mesma entidade, defendiam simultaneamente a suspensão da votação!
Os autonomistas do LAPA, que até o ENEPe passado participavam do Campo de Luta da Pedagogia, tiveram nesse Enepe posições mais confusas e dúbias. Não tinham mais como eixo central o combate ao governismo, mas a luta contra o ''aparelhamento". Vários estudantes sinceros, como muitos paraenses e demais companheiros, seguiram essa política. A UNE oportunista se aproveitou disso e fez um discurso ''apolítico", apesar de serem governistas. Como o autonomismo não soube diferenciar o seu discurso de crítica, sobretudo ao MEPR, acabou por ser instrumentalizado pelo governismo, indo a reboque deste. Não achamos que as críticas não devem ser feitas, até porque também temos discordâncias ao grupo referido, porém, era preciso entender que, naquele momento, o importante era o combate ao retorno do governismo ao MEPe, e da forma errônea como a crítica foi feita, abriu-se espaço para o "neutros e também descontentes" da UNE.
UNE golpista, agressora e machista impede as decisões do Encontro
A Plenária Final teve como discussão primeira e única a sede do 32º ENEPe. As duas propostas que se apresentaram foram de um setor minoritário do RJ ligado a UNE da UERJ. E por outro lado, um setor independente do governo da UFMG. Exposta as propostas, Minas venceu por ampla maioria dos votos. Entretanto, RJ recorreu de forma oportunista depois de perder a votação, defendendo que MG não cumpria os critérios estatutários por não conter em seu projeto o apoio de sua reitoria. O burocratismo era a única via: a aprovação de outros Enepes já existiu sem se cumprir cada questão do estatuto, que por sua vez possui buracos e por isso o Encontro deve priorizar pela decisão política na Plenária Final. Contudo, RJ também não possuía os critérios estatutários, pois não contava com o apoio de sua Executiva Estadual (o que é muito mais grave politicamente do que a questão de uma assinatura da reitoria). Os governistas e setores independentes propuseram levar o encontro para o FONEPe, o que também era abertamente anti-estatutário, pois o estatuto deixa claro que a sede do próximo ENEPe deve ser decidida na plenária do ENEPe anterior.
Para nós do Coletivo Pedagogia em Luta/RECC estava claro que havia um impasse estatutário pelos motivos apresentados acima, que colocava o debate em um ciclo vicioso, a única maneira de superar esse impasse, evidentemente, era consultar a posição da maioria da plenária. A posição da plenária era clara, votava em favor de MG.
Então, como é de praxe nos CONUNES da vida, já que o único objetivo dos governistas no encontro não fora cumprido (que era aprovar a proposta do Rio que nem a Executiva Regional apoia), para esse setor foi melhor implodir ou inviabilizar a continuidade do Encontro, representando um desrespeito total ao MEPe. Foi em meio a esse debate que o "setor agressor" da UNE e satélites, setores que passaram o Encontro inteiro em festas e bebedeiras, assediando mulheres na porta de banheiros, não contribuindo em nada para o Encontro, protagonizaram uma das cenas mais lamentáveis que o MEPe já presenciou. Sujeitos em bando que nunca tinham aparecido no auditório, alguns sem camisa, sem identificação do Encontro, entraram na Plenária ameaçando e agredindo militantes (inclusive mulheres), primeiro pela parte da manhã, e implodindo a plenária. Depois ficando na porta do auditório a espreita para agredir militantes que se puncionaram contra a sua política, impedindo muitos desses de irem almoçar. Quando a Plenária retornou na parte da tarde, e quando mais uma vez a plenária em sua maioria se posicionava a favor de Minas, esse setor apareceu em bando subindo na mesa. E mesmo a plenária em peso gritando "Fora" para a pelegada, esses somente riam sarcasticamente continuando a ameaçar a plenária. Mais uma vez, a patrulha da UNE era ativada para dentro da plenária, deteriorando assim qualquer possibilidade de continuação, fazendo com que até a CO se retirasse do local. E para completar, já na saída, ocorre um lamentável e covarde incidente: em meio a provocações, novamente militantes sem ligação com a UNE foram agredidos, sendo atingidos por cadeiras de madeira e lixeiras de ferro, denunciando assim a prática criminosa desses setores do governismo.
A falsa neutralidade e a verdadeira democracia de base
Setores independentes de SP e DF, com o discurso ultra-democratizante, contribuíram a decisão de levar o próximo ENEPe e Fonepe para a reunião da EXNEPe, legitimando uma posição antidemocrática da minoria. Pois claramente a maioria, e isso é a verdadeira a democracia de base, votou a favor de MG.
Outra polêmica do Encontro foram às comissões. Criadas e aprovadas em plenária inicial, e abertas para a participação de todos os interessados, as comissões foram criticadas e deslegitimadas por argumentos confusos que, na prática, foram instrumentalizados pela UNE. A RECC desde o início achou importante a criação de comissões, tendo em vista a falta de experiência e estrutura da CO e por entender que o Encontro deve ser autogerido pelos estudantes organizados. Quanto mais disciplinados e organizados os estudantes estiverem, mais proveitoso politicamente será para sua luta. Além disso, os problemas de assédio sexual/moral e ameaças de agressões que existiram em outros Enepes exigia uma medida mais contundente por parte dos estudantes participantes do Encontro. Assim, de forma alguma isso seria um "aparelhismo" de grupos que atuam no MEPe. Aqui há uma distorção e ampliação errônea do termo. A comissão era aberta e aprovada pela maioria em instância legitima. Se ocorreram equívocos, isto deve ser revisto e criticado em espaço aberto e democrático, porém não deslegitimava a existência e a importância das comissões.
No fundo, o viés dessas críticas reforçava um discurso de purismo/neutralidade política semelhante ao jurisdicismo burguês no ME. Mais uma vez reforçamos que este discurso é uma falácia e força a desorganização e despolitização do movimento. A suposta neutralidade de alguém já é um posicionamento político do mesmo.
Combater a despolitização e a desorganização é também lutar contra o governismo
No final, graças a esses incidentes não conseguimos aprovar nem nosso plano de lutas. Voltamos para as bases sem o acúmulo necessário para as batalhas desse ano, já iniciado pelo corte de verbas e aprovação do PNE neoliberal. As práticas da UNE que ocorreram nesse ENEPe, e que já vem se mostrando um risco constante à uma realização saudável e segura para os Encontros, não devem ser mais toleradas pelos estudantes de pedagogia e pelas organizações dos encontros. E só organizados poderemos vencer o governismo no MEPe. Devemos entender que é da despolitização e da desorganização dos estudantes pregada por esses setores da UNE, sob as fachadas de um pluralismo liberal e neutralidade político-partidária, que os mesmos implantam sua hegemonia. Essa hegemonia significa na prática: paralisia e imobilismo estudantil frente aos ataques do governo, ataques esses legitimados por esses grupos. Só assim, na desorganização e despolitização, eles podem cumprir sua função de correia de transmissão do Ministério da Educação e Cultura, o que significaria um retrocesso histórico ao MEPe, retrocesso esse que deve ser impedido pelos estudantes que lutam por uma educação para seu povo e não para o bolso dos empresários.
ABAIXO O GOVERNISMO E A VENDIDA UNE!
PELA REORGANIZAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE PEDAGOGIA PELA BASE!
DERROTAR NAS RUAS OS ATAQUES DO GOVERNO FEDERAL!
 
 
Fonte: http://pedagogiaemluta.blogspot.com/
 

Contato: pedagogiaemluta@gmail.com

 

UNE recebeu presente de natal milionário do Papai

Independência financeira: condição e resultado da independência política


Que há tempos a União Nacional dos Estudantes
(UNE) já perdeu sua independência econômica, isso não é nenhuma novidade. Mas o último repasse do governo Lula à instituição, agora em um único cheque multi-milionário, atesta, mais uma vez, que definitivamente a UNE foi vendida ao governo e que não mais serve aos estudantes.

De acordo com o site Contas Abertas - fato incontestado, admitido e praticado sem nenhuma vergonha pela própria UNE - de 2003 até abril de 2010 a entidade já recebeu mais de 12 milhões de reais de órgãos do governo federal, fora as cifras que empresas estatais haviam repassado, como Petrobrás e Banco do Brasil (
link 1), e sua receita no lucrativo ramo das carteirinhas na ordem de 3 milhões anuais (link 2). Não por acaso, é este o período em que o governo federal esteve sob os cuidados de Lula (do PT). Mas desta vez, numa única e grande jogada política, esta mesada mais do que triplicará. Serão exatamente 44.600.000,00R$ que a UNE colocará no cofrinho! Para aqueles que, como nós, nunca viram tantos zeros juntos, aí vai novamente: 44 milhões e 600 mil reais!


É motivo para sorrisos que não acaba mais.

Esta verdadeira fortuna retirada dos cofres públicos será destinada para a reconstrução do prédio sede da UNE no Rio de Janeiro, que foi metralhada e incendiada no estouro da ditadura civil-militar (1964) e demolida em 1980. Para o presidente da UBES, Yann Evanovick (da UJS/ PCdoB), tal repasse multi-milionário "nada mais é do que uma reparação histórica, pelo Estado brasileiro, do que foi feito com as entidades estudantis nos tempos da ditadura" (link 3). O novo prédio, projetado por Niemeyer, terá não mais que 13 andares para UNE e UBES melhor desenvolverem suas atividades como verdadeira Subsecretaria de Juventude do Governo Federal que são. Nas palavras do Lula aos seus servidores da UNE: “Nenhuma decisão do nosso governo foi tomada sem consultar vocês” (link 4). Elas foram pronunciadas no ato-lançamento da pedra fundamental da construção do prédio, nesta segunda feira, 20 de dezembro de 2010, que além da participação do Papai, contou também com a presença de sete ministros, como Fernando Hadad da educação, e dos assassinos responsáveis pela militarização das favelas cariocas e criminalização da pobreza no Rio de Janeiro, governador do estado Sérgio Cabral (do PMDB), e prefeito da capital, Eduardo Paes (também do PMDB).


UNE de luta à UNE de Lula


Vale lembrar que no mesmo ano do incêncio de sua sede, a UNE era colocada na ilegalidade e durante o período de 64 a 68 atuou na clandestinidade. Este foi um período destoante em sua história pela heróica e combativa miliância da UNE como co-irmãos dos trabalhadores da cidade e do campo que bravamente lutaram contra o regime ditatorial, principalmente sob a influência das organizações revolucionárias VAR-Palmares e ALN. Muitos militantes estudantis que não se renderam ao Estado assassino e ao capital morreram em combates, aos quais a RECC busca velar por sua memória e honrar sua atuação. Após 68 a UNE sofre uma grande desestruturação e praticamente inexiste, foi quando o DOPS se infiltrou e prendeu cerca de 1000 estudantes que participavam do seu XXX Congresso em Ibiúna. A UNE resurgiria apenas em 1979, a partir daí já sob a direção maior do PT e PCdoB - este, diga-se de passagem, não larga o osso da direção da UNE há mais de qunize anos.

Apesar de já carregar o germe do reformismo desde 79, o desenvolvimento final desta política se daria apenas em 2002 quando de fato os anseios de PT e PCdoB, partidos hegemônicos na UNE, se concretizam com o objetivo estratégico de um dos seus ter conquistado o Governo Federal. Desde então, fica explicito a falência total da UNE. A via eleitoral foi a forma que os partidos reformistas e as burocracias da UNE utilizaram para ascender ao poder do Estado-burguês, ao qual naturalmente permanecem submissos até hoje.


A dependência política da UNE é resultado e condição de sua dependência econômica ao Governo Lula
Dia 20 de abril, dois dias antes de iniciar o 58º Conselho Nacional de Entidades Gerais da UNE (Coneg), que se realizou até o dia 25 na UFRJ (Rio), a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou o projeto (PLS 19/10) enviado ao Congresso pelo presidente que liberaria até 30 milhões de verba federal destinados à reconstrução da sede da UNE. O Coneg discutiria justamente se apoiaria ou não formalmente a candidata de sucessão do Governo Federal, Dilma Rousseff. Apesar do agrado, a tentação de prestar o apoio nominal à Dilma só foi contida no primeiro turno. A ânsia mais sincera da UNE, tanto quanto oportunista, só precisou ser revelada mesmo na hora deciciva do desempate. Nas palavras do presidente da UNE, também pecedobista, Augusto Chagas: "Vamos ao segundo turno, vamos eleger Dilma Rousseff!"

Mas não é só por votos que se vende a UNE. Sua relação de total "independência" frente aos repasses milionários do Governo também se refletem nas defesas mais descaradas dos programas neoliberais deste, como o ProUNI, o REUNI, a MP das Fundações Privadas e etecéteras - fato este que Lula reconhece. A relação promíscua que a UNE mantém com o Governo Lula, escondida sobre o eufemismo da expressão "abertura para o diálogo", não somente a paralisa mas principalmente tenta frear a luta daqueles estudantes sinceros e independentes na prática que se posicionam contrários às medidas do seu Patrão. Exemplo disso foi o boicote que a UNE fez à maioria das ocupações de reitoriais nos anos de 2007 e 2008 pelo país, quando estas acertadamente apontavam suas críticas contra o REUNI, por exemplo. Nem mesmo na USP, onde a UNE era direção do DCE durante a ocupação, ela esteve presente, chegando a ser ridicularizada ou mesmo expulsa de algumas universidades como a UFSC e a UNIR. Quando estourou o caso mensalão, enquanto milhões de ativistas brasileiros entoavam a palavra de ordem "Fora Todos!", a UNE realizava passeatas pelo "Fica Lula".
Da UNE que lutou contra a ditadura nada restou. Hoje seus burocratas ganham milhões para ficar de bico calado e desonram aquela história de sua entidade. É evidente que quem sustenta a UNE não são os estudantes, mas sim as gordas gorjetas do Governo. Para a UNE, no entanto, ronda o senso comum de que esta prática é completamente normal e aceitável. Mas retire sua fonte financeira e vejamos o que sobra. O Governo e as empresas estatais não bancam a UNE por caridade. A bancam para que ela defenda seus interesses entre nós: UNE e UBES são uma vergonha e prestam um deserviço aos estudantes brasileiros. Romper com a UNE é o primeiro passo para reorganizarmos no Brasil a luta massiva e independente dos estudantes. Manter-se na UNE é manter-se complacente com esta colaboração de classes. A UNE hoje é exemplo para trilharmos o caminho contrário: manter a independência financeira e política frente ao Governo e à burguesia, rejeitar os oportunistas que utilizam as entidades estudantis como trampolins políticos para se elegerem nas próximas eleições, construir a consciência e a luta pela base e não por congressos viciados e despolitizados. Se hoje a UNE "não precisa tomar cacetada, ser presa, apanhar ou ser perseguida" (link 6), isso é justamente porque ela já se integrou sistematicamente na lógica do Estado burocrático e repressor e da burguesia das universidades privadas. A luta de classes não é a conciliação; é o confronto até suas últimas consequências: até a vitória, companheiros!

Romper com a UNE para seguir lutando!
Fora governistas do Movimento Estudantil!
Massificar as batalhas dos estudantes independentes!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Aprendizagem Cooperativa ajuda no ingresso e na permanência de estudantes na Universidade

O/a estudante como sujeito ativo e responsável pelo aprendizado. É assim que funciona o processo de Aprendizagem Cooperativa, metodologia na qual os/as participantes se reúnem em grupos com o objetivo de resolver alguma dificuldade ou problema encontrado na aprendizagem. No lugar do individualismo e da competitividade, união e ajuda mútua.
Foi para divulgar as experiências de Aprendizagem Cooperativa já existentes no Ceará que professores, pesquisadores e estudantes se reuniram, nessa semana, noI Encontro Cearense de Aprendizagem Cooperativa. O evento, organizado pela Coordenadoria de Formação e Aprendizagem Cooperativa (Cofac) da Universidade Federal do Ceará (UFC), destacou, entre outros pontos, as iniciativas que utilizam a metodologia no estado: o Programa de Educação em Células Cooperativas (Prece) e o Programa de Aprendizagem Cooperativa em Células Estudantis da UFC.
Aurenir Luz, coordenadora da Escola Popular Cooperativa (EPC) do município de Paramoti, é exemplo de que a metodologia funciona. Participante do Prece na comunidade de Cipó, município de Pentecoste, ela, logo depois que entrou na faculdade, levou a experiência da Aprendizagem Cooperativa para o município de Paramoti. Hoje, graduada em Marketing, Aurenir é coordenadora da EPC de sua cidade natal.
"O Prece ajuda a estimular [o estudante para] o estudo, a aprender a estudar em grupo e não depender somente do professor. Os participantes constroem uma autonomia intelectual”, comenta, lembrando que os estudantes que conseguem ingressar na Universidade servem de exemplo e de valorização para o grupo. "[A Aprendizagem Cooperativa] se importa com o fortalecimento do jovem como protagonista da sociedade”, acrescenta.
Assim como Aurenir, diversos jovens retornam à comunidade para atuar como facilitadores do processo de aprendizagem. De acordo com ela, a experiência do Prece surgiu em 1994 na comunidade de Cipó, onde estudantes se reuniram para estudar em "uma velha casa de fazer farinha”. A persistência resultou em aprovação. "Dois anos depois, o primeiro passou para a UFC”, relata.
A ideia é que os estudantes que ingressam no ensino superior retornem à comunidade para auxiliar os outros. Atualmente, o Prece possui 19 Escolas Populares de Cooperação, presentes em cinco municípios cearenses, e conta com mais de 2 mil participantes em todos os projetos coordenados por estudantes.
A iniciativa deu tão certo que passou a ser aplicada na UFC. De acordo com Caroline Avendaño, da assessoria de comunicação da Coordenadoria de Protagonismo Estudantil da Secretaria da Educação do Estado (Seduc), a experiência de Aprendizagem Cooperativa do Prece passou a ser utilizada em 2008 na UFC através do Programa de Aprendizagem Cooperativa.
Se a ideia do Prece é o estudo em grupo para ajudar os jovens a ingressar no ensino superior; na UFC, a intenção é estimular os estudantes a permanecer na Universidade. "A ideia é fortalecer o laço de amizade, é estimular o grupo a não deixar o curso”, comenta.
Neste ano, o Programa concedeu bolsas para 250 estudantes dos mais diversos cursos da UFC para montar um grupo na Universidade utilizando a Aprendizagem Cooperativa. Nos grupos, os participantes trocam conhecimentos e experiências, servindo de ajuda mútua para superar as dificuldades de permanência na instituição.
Atualmente, um projeto de parceria entre Seduc, UFC e Prece também leva a experiência da metodologia para escolas públicas do Estado com o objetivo de valorizar a Aprendizagem Cooperativa e ajudar os estudantes a ingressarem na Universidade.
Quer saber mais? Acesse: http://cofacufc.blogspot.com/,http://prece-ce.blogspot.com/ e http://estudantecooperativo.blogspot.com/