quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Divulgação/ Convite do XVII EPEPE‏.

O Curso de Pedagogia, em parceria com o Departamento de Educação, tem a honra de divulgar o  XVII EPEPE - Encontro Potiguar dos Estudantes de Pedagogia com o tema:"O papel do movimento estudantil potiguar e sua repercussão para a formação do profissional da educação". Realizar-se-á nos dias 14 e 15 de dezembro  de 2011, na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Campus Avançado Profª. "Maria Elisa de Albuquerque Maia" - UERN/CAMEAM, Pau dos Ferros/RN.
          O evento propõe discutir o movimento estudantil  e sua contribuição na formação do sujeito, propondo reflexões quanto a postura crítico-participativa dos alunos frente os desafios enfrentados no campo profissional. Objetiva também reativar  o Centro Acadêmico do Curso de Pedagogia, bem como incentivar os alunos dos demais cursos à constituição de suas entidades estudantis representativas, haja visto a necessidade de uma organização que represente, busque e empreite desafios viabilizando os direitos dos estudantes.
 Assim, convidamos alunos da graduação, Pós- Graduação, professores da rede básica, professores do ensino superior e demais profissionais, para que possamos construir um diálogo a cerca  da relevância do movimento estudantil.

[ciclodedebatesufc] 1ª Declaração Oficial do Movimento de Ocupação de Wall Street‏

www.olibertario.org

http://www.olibertario.org/2011/1%C2%AA-declaracao-oficial-do-movimento-de-ocupacao-de-wall-street/

SENACEM 2011 - UERN - MOSSORÓ‏

O SENACEM 2011, Seminário Nacional do Ensino Médio: História, Mobilização, Perspectivas, pretende discutir as políticas governamentais do Ministério da Educação para o ensino médio e seus reflexos na escola, enfatizando as pesquisas desenvolvidas nas escolas públicas de ensino médio do Oeste Potiguar, através do Grupo de Estudos e Pesquisas em Estado, Educação e Sociedade (GEPEES), da Faculdade de Educação (FE), da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), e as pesquisas realizadas em outras universidades do Nordeste como a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal do Ceará (UFC) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte.
O evento é destinado a estudantes de graduação, estudantes de pós-graduação, professores universitários, professores da rede estadual de ensino, gestores das escolas de ensino médio e das secretarias estaduais de educação e aos demais interessados em debater a temática. Para ampliar a possibilidade do debate, teremos os Grupos de Discussão (GD) para apresentação de Comunicação Oral, direcionados para professores, para alunos da graduação e para alunos da pós-graduação e Minicursos destinados a todos os interessados.
O SENACEM 2011 é, portanto, momento de aglutinar pesquisadores de diversas trajetórias acadêmicas, predominantemente do Nordeste, mas com trânsito intelectual pelas diversas regiões brasileiras, tendo como foco a necessária relação com o cotidiano escolar e com os docentes que ali atuam.


Objetivos:
Discutir as políticas governamentais do Ministério da Educação e das secretarias estaduais de educação para o Ensino Médio e as incorporações, adaptações e resistências encontradas nas escolas;
Divulgar resultados de pesquisas sobre as políticas governamentais para o Ensino Médio, desenvolvidas em universidade brasileiras, que envolvam professores e técnicos das secretarias estaduais de educação no debate sobre a qualidade do ensino.
Possibilitar o intercâmbio entre pesquisadores e instituições que debatem as políticas e gestão do ensino médio e entre gestores estaduais, professores e gestores escolares.

CERTIFICAÇÃO
TODOS OS INSCRITOS NO EVENTO, PRESENTES EM 75% DAS ATIVIDADES DO SENACEM, COMPROVADA POR MEIO DE ASSINATURA NA LISTA DE FREQUÊNCIA, RECEBERÃO CERTFICADOS (40 horas). 
A PARTICIPAÇÃO EM MINICURSO POSSIBILITARÁ O RECEBIMENTO DE CERTIFICADO ESPECÍFICO (8 horas/atividade) 
A COORDENAÇÃO DO SENACEM EMITIRÁ TAMBÉM CERTIFICADOS ESPECÍFICOS PARA OS AUTORES QUE APRESENTAREM COMUNICAÇÃO ORAL.
 
I Seminário Nacional do Ensino Médio
23, 24 e 25 de novembro, UERN, Mossoró, RN.
 
 
Prof. Dr. Jean Mac Cole Tavares Santos
Faculdade de Educação - UERN
Tutor do PET Pedagogia
Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação, Estado e Sociedade - GEPEES
Grupo de Leitura e Pesquisa em Paulo Freire e Educação Popular - LEFREIRE
 

O que está por trás do debate sobre desindustrialização do país?‏

O que está por trás do debate sobre desindustrialização do país?




Renato Lobato
de Taubaté (SP)
 



• Nas últimas semanas, ganhou fôlego na grande imprensa, jornal do sindicato dos metalúrgicos do ABC e nas declarações de líderes sindicais e empresariais, um debate sobre o perigo das importações da China que supostamente poderá provocar a desindustrialização do Brasil. Seminários foram realizados e as propostas serão levadas ao governo Dilma.

Nos últimos três anos o Brasil aumentou a importação de produtos industrializados, principalmente carros. Ao mesmo tempo, passou a exportar mais produtos primários (minério de ferro, soja, açúcar, carne etc.) do que produtos industrializados. Isso em razão do fato da indústria ter se concentrado no mercado interno, com o incrível aumento do crédito.

Mas nesse debate vemos alguns conceitos estranhos sendo esgrimidos pelos líderes sindicais, como por exemplo, a defesa de uma suposta indústria nacional no setor automobilístico. A Volkswagen do Brasil, a Ford do Brasil, a General Motors do Brasil, a FIAT do Brasil seriam, supostamente, parte dessa “indústria nacional”.
Pra além do absurdo contido nesse argumento, é interessante notar que algumas dessas empresas praticamente salvaram suas matrizes nos últimos anos, com o envio de bilhões de dólares para o exterior. Vemos aí que de nacional elas só tem a ajuda dos governos FHC e Lula, quando fizeram suas reestruturações à custa de empréstimos do BNDES. Até hoje parte de suas exportações se dá sob financiamentos generosos do banco.

Nas empresas construtoras de caminhões e ônibus, o oligopólio é ainda mais concentrado. A única empresa realmente brasileira, a Busscar, pediu falência no ano passado. Na ocasião, não vimos nem metade do barulho que hoje fazem os líderes sindicais, e também não vimos generosidades por parte do BNDES ou do governo Lula para com essa única empresa nacional.

Quem são as empresas que estão roubando os nossos empregos?
Em primeiro lugar, a CUT e Força Sindical dizem defender o emprego e a indústria nacional. Mas um estudo feito pelo DIEESE, em conjunto com o sindicato dos metalúrgicos do ABC, traça um mapa das importações, e ai começa as contradições dos discursos dos líderes sindicais.

O estudo não deixa dúvidas sobre as ditas empresas “nacionais”. São elas que mais importam (veja abaixo).

RANKING DAS 15 MAIORES IMPORTADORAS DE VEÍCULOS

91.417 HYUNDAI
88.365 GM
77.685 FIAT
72.418 FORD
54.445 KIA MOTORS
43.993 TOYOTA
38.104 VOLKSWAGEN
30.551 CITROEN
19.445 HONDA
15.921 MERCEDES BENZ
14.346 NISSAN
12.137 PEUGEOT
10.507 REUNALT
9.632 MITSUBISHI
8.517 BMW


Mas o grande inimigo parece ser os chineses, que por enquanto não tem nenhuma fábrica montada no país. Porém, há planos de começar a construção de fábricas da Cherry e Lifan em breve como noticiam os jornais.

Outro argumento dos líderes sindicais afirma que a indústria chinesa, montando carros no Brasil, vai trazer também “empregos de má qualidade”. Cabe perguntar: como é hoje o emprego nas montadoras ditas nacionais?

Respondemos: os salários são completamente diferenciados em cada região do país. Vejamos alguns exemplos de emprego surgidos nos últimos anos na base do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Na Volks, trabalhadores na Quality (35 no total), prestadora de serviços automotivos na linha de produção, os salários chegam a R$ 600 reais, e a empresa que vinha atrasando salários há meses, fechou mês passado sem ainda pagar o que deve aos trabalhadores. Já na Ford toda a logística é feita pela NHL, multinacional norte- americana onde a média de salário é de R$900. Esses são exemplos de emprego de qualidade?

Por outro lado, empresários falam sobre perigo da concorrência desleal dos importados, que boa parte deles importa, e exigem reformas nas leis trabalhistas e a redução de impostos. Nos últimos meses, porém, veio à tona uma serie de reportagens do jornalista Joel Leite sobre os custos do carro no Brasil, os mais caros do mundo, que garantem margens de lucros muito superiores a do resto do mundo.

O que esta por trás deste debate
Estamos ainda sob o efeito da crise econômica mundial, com depressão nos mercados automobilístico da Europa e EUA, até pouco tempo atrás os maiores mercados e produtores. Para recuperar as taxas de lucro houve, nos últimos anos, uma transferência de plantas montadoras de veículos para países como China, Rússia, Índia e Brasil (hoje nosso país tem 20 marcas com plantas instaladas ou em construção (há 20 anos eram apenas quatro).

É nesses países que se concentram os salários mais baixos, mão de obra qualificada e recursos públicos a baixo custo. Mas a crise econômica aumentou a necessidade de aumentar a extração de mais-valia dos trabalhadores, e aí entram os líderes sindicais pelegos. Defendem acordos coletivos que se chocam mesmo com legislação trabalhista brasileira, como fez recentemente o Sr. Sergio Nobre, do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, por meio de seu projeto se CSE (Comitê Sindical de Base). O projeto afirma que empresas e sindicatos possam fazer acordos “especiais”, sem ficar presos à legislação. Isso nós já conhecemos, foi o banco de horas e o contrato temporário de trabalho, exemplos de acordos por fora da legislação que depois o Congresso transformou em lei. Essas foram as contribuições da CUT e Força Sindical a chamada mini- reforma trabalhista realizada por FHC nos anos 90.

Em defesa da indústria nacional, dos salários e empregos decentes
Se os companheiros realmente querem mesmo defender uma indústria nacional forte, não fariam uma campanha para empresas estrangeiras, como faz a CUT, no caso da compra caça sueco pela FAB.

Seria muito mais benéfico, por exemplo, à reativação da indústria aeronáutica brasileira, por meio do projeto dos caças FX-2. O país tem um grande parque aeronáutico, construído pelo Estado e privatizado por Collor. O investimento nesse projeto, segundo especialistas como Ozires Silva, fundador da EMBRAER, poderia produzir um caça nacional investindo em tecnologia e criando emprego.
Para defender os empregos, esses sindicalistas também deveriam estar presentes nas campanhas salariais de metalúrgicos no segundo semestre. Unificar os metalúrgicos da Bahia, São Paulo e Minas Gerais numa grande campanha salarial unificada, em defesa de um piso nacional unificado; contrato nacional; e redução da jornada para 36 horas semanais, já que boa parte dos metalúrgicos nas montadoras em São Paulo tem jornada oficial de 40 horas.

E não poderíamos deixar de falar – na falta de cobrança por parte dos líderes sindicais - sobre dois pontos a mais: a mudança na política econômica do governo, que faz o dólar ficar mais barato perante o real e facilita a importação; e a exigência de aumento dos impostos sobre produtos importados, encarecendo assim estes produtos em detrimento aos fabricados aqui. Pois a grande verdade é que o governo considerado aliado pelos sindicalistas da CUT, Força Sindical e CTB é o principal culpado pela situação, junto com o grande empresariado.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

CID GOMES Ontem e Hoje

CID GOMES Ontem e Hoje:

PERGUNTAS ONTEM (nos debates) HOJE (na greve)
Considerando que o professor é peça chave para a melhoria da qualidade do ensino. Como o candidato pretende articular a formação dos professores com a prática da sala de aula para que haja um efetivo impacto na qualidade?
 
– Primeiro, fazendo todo o esforço no sentido de acabar com a figura do professor temporário, muito presente aqui. Nesse ano, por exemplo, estamos concluindo um concurso para contratar 3.800 professores e ter, pela via natural do concurso, o mérito como porta de entrada ao sistema estadual. Mas é uma ação permanente. É preciso estimular o professor diariamente, dar oportunidade para ele se qualificar, ter programas que o estimulem a fazer um curso de especialização ou de mestrado. "Por que vocês fizeram concurso? Por que não foram para a escola privada?". E mais, sendo questionado sobre o esmagamento da carreira proposta nas tabelas apresentadas no final de julho, o executivo declarou: "Por mim, nem carreira existiria!".
 
Como pensa em estimular a atratividade da carreira docente junto aos jovens concluintes do Ensino Médio? Não tem outro caminho que não seja melhorar o salário. Não há outro caminho. Nós vivemos numa sociedade capitalista e o mundo é materialista. Para estimular a carreira é preciso melhorar o salário. Tenho procurado fazer isso aqui no Ceará. “Isso é uma opinião minha que governador, prefeito, presidente, deputado, senador, vereador, médico, professor e policial devem entrar, ter como motivação para entrar na vida pública, amor e espírito público”, declarou. "Quem está atrás de riqueza, de dinheiro, deve procurar outro setor e não a vida pública”,
: A maioria dos estudos empíricos demonstra não haver correlação entre gastos em educação/salários de professores e aprendizados dos alunos. O senhor aceita este achado ou acredita que devemos investir mais para obter melhor qualidade de educação? É necessário para a educação que se tenha um bom salário para o professor e que a escola tenha um orçamento que permita a ela resolver as necessidades que são muitas e cotidianas. “Quem quer dar aula faz isso por gosto, e não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado".
 
ESPALHEM !!!!
 
Não deixemos mais que nenhum político que despreze a Educação ganhe eleição em nosso estado.
 
"“O bom senso é, das coisas do mundo, a mais bem dividida, pois cada qual julga estar tão bem dotado dele, que mesmo os mais difíceis de contentar-se em outras coisas não costumam desejar tê-lo mais do que já tem.” (DESCARTES, em  "Discurso do método")

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Sala do Centro Acadêmico

ATENÇÃO Pedagog@s,


A SALA DO CENTRO ACADÊMICO ESTARÁ ABERTA AS TERÇAS-FEIRAS NO TURNO DA NOITE ÀS 19:00 E AS QUARTAS-FEIRAS ÀS 8:00, ENCONTRA-SE NA SALA OS CERTIFICADOS DE APRESENTAÇÕES DE TRABALHOS DA III SEMANA DE PEDAGOGIA E OUTROS DE OFICINAS, GRUPOS DE DISCUSSÕES E PARTICIPAÇÕES QUE HAVIAM FALTADO.

Curso LIBRAS!!‏


Boa NOITE 
 
 Estamos fechando a turma do curso de LIBRAS, um bom desconto e
 o curso inteiro ficará por 800,00. A matrícula de 200,00 e cinco de
100,00 com material incluso. Estou enviando o calendário e a 
ficha de matrícula, por favor os interessados preencham a ficha de matrícula. A
turma é de 25 pessoas.




CALENDÁRIO LIBRAS- 140 HORAS


Novembro 2011
4 e 5 – 12 horas
18 e 19 – 12 horas


Dezembro 2011
9 e 10 -  12 horas

Janeiro 2012
6 e 7 – 12 horas
30 e 31 – 12 horas

Fevereiro 2012
3 e 4 – 12 horas
17 e 18 – 12 horas

Março 2012
2 e 3 – 12 horas
30 e 31 – 12 horas

Abril 2012
6 e 7 – 12 horas












CURSO DE LIBRAS
FICHA DE INSCRIÇÃO
NOME
RG                                                                                
CPF
CURSO                                                                        
CIDADE ONDE CURSA
ENDEREÇO
CIDADE                                                                        
EMAIL
CELULAR





OBSERVAÇÕES ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

SOBRAL, _____ de ______________ de ______________

________________________________________              ____________________________________
          Assinatura do Aluno                                                                  Assinatura do Coordenador



CURSO DE LIBRAS
          FICHA DE INSCRIÇÃO
NOME
RG                                                                                
CPF
CURSO                                                                        
CIDADE ONDE CURSA
ENDEREÇO
CIDADE                                                                       
EMAIL
CELULAR





OBSERVAÇÕES ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

SOBRAL, _____ de ______________ de ______________

                                                                                                             
______________________________________          ________________________________________
Assinatura do Aluno                                                                         Assinatura do Coordenador



CURSO DE LIBRAS
FICHA DE INSCRIÇÃO
NOME
RG                                                                                 
CPF
CURSO                                                                        
CIDADE ONDE CURSA
ENDEREÇO
CIDADE                                                                       
EMAIL
CELULAR





OBSERVAÇÕES ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

SOBRAL, _____ de ______________ de ______________

________________________________________              ____________________________________
          Assinatura do Aluno                                                                  Assinatura do Coordenador

MANIFESTO CONTRA O PRECONCEITO ÀS MULHERES BRASILEIRAS EM PORTUGAL

Querid@s amig@s,

Vocês sabem, vocês já devem ter ouvido falar, que a mulher brasileira no estrangeiro, sobretudo a mulher imigrante é vítima de preconceito e é alvo de agressão verbal e assédio constante.
Se vocês têm acompanhado o caso da propaganda da Hope com Gisele Bünchen vão entender o que se está passando aqui em Portugal, temos muitos casos semelhantes. O mais recente deles é um programa da emissora de televisão pública, RTP (http://www.youtube.com/watch?v=0It0BIeuuWQ&feature=share) o qual associa, de forma direta e violenta, a imagem da mulher brasileira ao sexo, promovendo o estigma da mulher brasileira como objeto sexual.
Foi a partir disso que um grupo de mulheres e homens, de diversas nacionalidades, resolveu se mobilizar e construiu o MANIFESTO CONTRA O PRECONCEITO ÀS MULHERES BRASILEIRAS EM PORTUGAL (http://manifestomulheresbrasileiras.blogspot.com/), que será entregue a autoridades portuguesas e brasileiras. A situação é grave, são inúmeros casos de assédio sexual, abuso sexual, espancamento, dificuldade de alugar apartamento, dificuldade de emprego regularizado, discriminação no sistema de saúde, entre outros, que sofrem as mulheres brasileiras em Portugal.
Precisamos da vossa solidariedade e apelamos que assinem on-line o nosso manifesto:
http://www.peticao24.com/manifesto_contra_o_preconceito_as_brasileiras

Muito Obrigada!

III Encontro Estadual de Educação Popular‏

O III Encontro Estadual de Educação Popular cujo tema é Educação Popular na Contemporaneidade: novos temas e novas abordagens,consiste em um espaço de reflexão e troca de experiências entre educadores e educadoras populares que atuam em diferentes setores: escolas, Ong’s, movimentos sociais, universidades e outros centros e grupos de estudos, pesquisas e vivências voltados para práticas educativas comprometidas com a conquista de um mundo humano, solidário e justo. A iniciativa da Linha de Pesquisa Movimentos Sociais, Educação Popular e Escola, do Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira, da UFC, responde ao anseio de centenas de educadores populares que continuam reinventando seus saberes e fazeres, inspirados no legado libertador do pensamento freireano.
Local: Faculdade de Educação – FACED/UFC
Endereço: Rua Marechal Deodoro – 750 – Blocos 122 e 123 – Benfica – Fortaleza/CE
Data: 13, 14 e 15 de Novembro de 2011
Valor das inscrições
Com envio de trabalho (pagamento até o dia 19/10/2011)
profissionais: R$ 50,00
estudantes: R$ 25,00
Sem envio de trabalho  (pagamento até o dia 05/11/2011)
profissionais: R$ 25,00
estudantes: R$ 15,00
PAGAMENTO:
Depósito no Banco do Brasil – Conta/poupança 130. 205 – 1 (variação 01) – Agência 3653-6. Após o pagamento enviar o comprovante escaneado e o Resumo para o e-mail geral (seminarioeducacaopopular@gmail.com) e o e-mail do GT (e-mails na página de Normas dos Trabalhos).
OBS.: Caso o pagamento não seja confirmado até a data limite, a inscrição não será validada.
 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Eleições para o C.A de Pedagogia!

Em breve pessoal Edital para eleição para nova Gestão do C.A, aguardem!!!

GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE CULTURA JUVENIS - GEPECJU

CONVIDAMOS AOS INTERESSADOS EM PARTICIPAR DO GEPECJU, TEREMOS ENCONTRO DIA 05 DE OUTUBRO, PORTANTO, QUINTA-FEIRA, A REUNIÃO ACONTECERÁ AS 16:00 NA SALA 27 NO MESMO CORREDOR DA COORDENAÇÃO DO CURSO DE PEDAGOGIA, QUEM QUISER CONHECER MAIS SOBRE O GEPECJU, VISITE A PÁGINA: 

http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhegrupo.jsp?grupo=4386702IU3BKW5#indicadores

E-mail do GEPECJU: gepecjuuva@gmail.com

Ensino na mira dos estudantes chilenos Publicidade ELEONORA DE LUCENA ENVIADA ESPECIAL A SANTIAGO

"Vai cair a educação de Pinochet!". Com essas palavras, centenas de
milhares de chilenos foram às ruas para pedir o fim do modelo de
educação no qual tudo é pago. Querem um ensino público, gratuito e de
qualidade. Bem avaliado em testes internacionais, o sistema
educacional está em xeque.
 
Quando foi imposto pela ditadura pinochetista, nos anos 1980, a
propaganda oficial dizia que estudantes, ao pagarem pelo ensino,
seriam transformados em clientes. A competição melhoraria a educação,
ampliaria a cobertura e soterraria protestos. Trinta anos depois, os
clientes resolveram se rebelar. Pagam caro por um ensino de qualidade
discutível. As famílias sentem o torniquete do modelo no emaranhado de
bolsas, mensalidades, juros, bancos.
 
Mario Waissbluth, coordenador nacional do movimento Educação 2020,
afirma que 40% dos que ingressam na universidade saem antes de
concluir. Dos 60% que se titulam, a metade fica desempregada ou
consegue um emprego ruim. Mas continuarão com uma dívida por 20 ou 30
anos. Só 30% (os mais ricos) conseguem o prometido pelo modelo.
 
FALSA PROMESSA
Nos últimos dez anos, o Chile passou de 300 mil a 1,1 milhão de
universitários. "Mas 700 mil se deram conta da falsa promessa. Some a
isso os seus familiares e teremos de 2 milhões a 3 milhões de
enganados pelo comércio universitário", avalia Waiss-bluth, professor
de engenharia industrial da Universidade do Chile.
 
Ignacio Sánchez Dias, reitor da Universidade Católica, observa que nos
últimos 30 anos se multiplicou por seis o número de estudantes em
faculdades: "Setenta por cento deles são os primeiros em suas famílias
que chegam ao ensino superior".
 
Apesar da expansão, a percentagem da população chilena matriculada
hoje em todos os níveis (26%) é inferior à existente antes do golpe de
1973 (30%), nota o sociólogo Francisco Durán Del Fierro, do Centro de
Estudos Nacionais de Desenvolvimento Alternativo.
 
Waissbluth afirma que as famílias arcam com 80% dos custos de um
ensino "totalmente desregulado e sem transparência". Das 4.700
carreiras oferecidas, apenas 700 têm reconhecimento certificado. "É um
dos modelos mais pró-mercado do planeta. Qualquer um pode abrir uma
instituição com subsídio do Estado, sem requisitos de qualidade, e
atuar com mínimas restrições", conta.
 
"Não foi liberdade, mas libertinagem de mercado", opina. "A cobertura
da educação pública caiu de 80% para 37% em 30 anos e segue caindo
vertiginosamente".
 
ALÍVIO
O palácio de La Moneda reconhece o problema, que já derrubou a
popularidade do presidente Sebastián Piñera. Andrés Chadwick,
secretário-geral de governo, diz que é preciso "produzir um alívio
para a família chilena". Primo do presidente, foi líder estudantil na
ditadura e discípulo do ultradireitista Jaime Guzmán, um dos
principais ideólogos do pinochetismo.
 
A imagem do país preocupa Chadwick. "Queremos que os investidores
externos possam continuar reconhecendo o Chile como um país com
estabilidade", afirma. Para ele, a turbulência é uma crise de
crescimento, não um sintoma de fracasso do modelo neoliberal, como
advoga a oposição.
 
O governo acena com queda nos juros para as dívidas estudantis,
controle sobre as entidades privadas e implantação de uma agência para
cobrar qualidade. Na visão do ministro, a gratuidade na educação não é
boa porque: 1) é justo que os que têm condições paguem; e 2) produz
hiperdemanda por educação superior, que resulta em queda dos egressos.
 
Mas admite fazer mudanças graduais para chegar, no longo prazo, até
60% de gratuidade no ensino. Hoje não há ensino gratuito no Chile. Até
1964, um terço da população em idade escolar não ia à escola. O
governo democrata-cristão de Eduardo Frei Montalva iniciou uma reforma
estrutural na educação.
 
GOLPE
Em seguida, Salvador Allende (1908-73) elaborou um plano que visava
construir um modelo educacional de transição para o socialismo. Da sua
posse, em 1970, até o golpe de 1973, praticamente dobrou o número de
universitários chilenos. Existiam então oito universidades no Chile;
hoje são 68. A mais importante era a Universidade do Chile, fundada em
1842. Todas recebiam aportes do Estado. O ensino era basicamente
gratuito.
 
O golpe estraçalhou a estrutura de ensino, interveio nas universidades
e desencadeou uma repressão sem precedentes. A verba para a educação
pública minguou, e o governo empurrou as escolas para o caminho do
autofinanciamento.
 
Em 1981, depois de exterminar centenas de oposicionistas e desmantelar
sindicatos e associações, o ditador Pinochet (1915-2006) organizou
leis de "modernização", incorporando as ideias neoliberais dos
economistas de Chicago. Na saúde, na previdência e na educação, tudo
passou a ser privatizado.
 
Professora de jornalismo da Universidade do Chile, María Olívia
Mönckeberg relata os bastidores desse processo em "La Privatización de
las Universidades, una Historia de Dinero, Poder e Influencias" (Copa
Rota, 2005). Segundo ela, a crise econômica em 1982, de início,
desencorajou os grupos econômicos que já estavam em outras áreas
privatizadas a entrar no setor de universidades.
 
A situação mudou até o final da década. "Deram autorizações muito
rápidas para novas universidades privadas. A maioria das que existem
hoje e lucram são dessa época e, por isso, estão nas mãos de pessoas
da direita", afirma.
 
Guilhermo Scherping, diretor do Colégio de Professores (sindicato),
recorda: "Surgiram 18 universidades só de 1º de janeiro a 10 de março
de 1990" (véspera da saída de Pinochet).
 
NEOLIBERALISMO
O muro de Berlim caíra, e o neoliberalismo não tinha muitos
contestadores. Assim, a coalizão de centro-esquerda que chegou ao
poder praticamente não tocou no arcabouço econômico, jurídico e social
da ditadura, analisa Mönckeberg.
 
O modelo se aprofundou, com escolas lucrando com o recebimento de
dinheiro público e isenções fiscais. A lei de Pinochet, que
curiosamente proibia o lucro, passou a ser burlada. Por exemplo, por
contratos das instituições privadas com imobiliárias do mesmo grupo a
que pertencem, que cobram aluguéis das escolas. A professora faz uma
radiografia desse mercado em "El Negocio de las Universidades en
Chile" (Random House Mondadori, 2007), mostrando conexões entre
membros de governos, donos de escolas e bancos.
 
"Conflitos de interesses existem na sociedade moderna, salvo nos
conventos", diz o ministro Chadwick. Quanto a integrantes do governo
vinculados ao mercado de ensino, afirma que eles não participam da
tomada de decisões sobre o tema. Todos os grupos políticos, diz ele,
têm representantes no lucrativo mercado educacional.
 
Os resultados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos)
mostram o Chile na frente na América Latina: primeiro em ciências e
leitura. Apesar disso, 40% dos que saem do ensino médio não entendem o
que leem nem realizam operações aritméticas básicas, afirma
Waissbluth.
 
SEGREGAÇÃO
Outra crítica é quanto à segregação social do modelo. Há escolas onde
só ricos estudam e outras onde há só pobres. É "um verdadeiro
apartheid educativo", diz ele. Ou "guetos educacionais", como define o
líder estudantil Giorgio Jackson, para quem o ensino não pode ser
visto como uma mercadoria descartável.
 
As manifestações trouxeram para o debate a reforma tributária, a
renacionalização da mineração do cobre (para financiamento da educação
pública) e o sistema político binomial. "São conflitos latentes na
nossa cidadania", diz Jaime Gajardo, presidente nacional do Colégio de
Professores.
 
Sobre o debate institucional, Chadwick rebate: "Nossa democracia é
completa. Podemos debater o sistema eleitoral. Que democracia perfeita
existe?".
 
Algo vai mudar na educação chilena. O alcance da mudança será decidido
nas mesas de negociação e nas ruas. Não se sabe se o movimento terá
reflexo eleitoral nem se vai atingir outras áreas privatizadas por
Pinochet. O lucro no sistema de saúde, por exemplo, começa a entrar na
pauta política.
 
Nas últimas eleições, 3 milhões de jovens não votaram (de um total de
7 milhões). Do palácio de La Moneda às ruas, a pergunta é: quantos
desses jovens estarão dispostos a mudar o quadro pelas urnas?