domingo, 1 de maio de 2011

Quem está por trás das estatísticas

Quem está por trás das estatísticas

Ao saber da agressão homofóbica, a blogueira Ana Araujo, amiga da vítima Guilherme Rodrigues expressou sua revolta no texto abaixo.


Ana Araujo, do blog “Quem mandou nascer mulher?”
 


• Sou mulher, lésbica e de esquerda. Já escutei muito que era um desejo de ser “minoria”, já escutei muito que é paranoia, já escutei muito sobre liberdade sexual e que vivo em uma democracia.

Nunca acreditei nisso, porque vivo na pele a discriminação por ser uma mulher, por ter nascido com uma vagina. Fizeram-me objeto de decoração, me deram um estereótipo, um comportamento, um biótipo, me deram “minhas” palavras. Sinto todos os dias um medo de demonstrar meus afetos porque sou lésbica. Ainda que viva em um ambiente ligeiramente libertário, que toda minha família saiba, sofro na pele a discriminação do meu amor. Não somente quando estou com outra mulher, mas também em círculos sociais, nos quais você fica cuidando para não ser tão afetuosa e suas amigas não acharem que você está dando em cima delas, em usar certo tipo de roupa para que não fiquem me chamando de “caminhoneira”. Sou de esquerda, militante. Acredito na revolução e a construo diariamente, escuto sempre que somos desocupados, que somos “saudosistas de 68”.

E essas três coisas, que são meu tripé de identidade, que me fazem ser o que sou e que garantem que nunca tenha deixado a vida, são exatamente pelas quais sinto medo. Porque vivo em um Estado terrorista de bandeira hasteada, contra meu gênero, minha sexualidade, minha posição política. Não posso andar livremente, não posso amar livremente, e não posso me expressar livremente.

Todos os dias, vejo estatísticas e dados sobre violência contra a mulher e contra LGBTTT, todas oferecidas de uma forma mecânica, impessoal, sem citar nome. Tod@s nós convertidos em uma cifra impressa no papel, em mera estatística. Uma legião de sem rostos que tem todos os dias sua dignidade arrancada, a vida ameaçada porque paira um consenso (hipócrita, porque poucos assumiriam isso) de que não somos gente, de que somos pequenas aberrações que a psicanálise, a religião, a ciência podem curar. Um consenso de que os “cidadãos de bem” podem pedir a seu deus que nos cure do nosso amor “errado”, de que podem pedir à ciência deles alguns tratamentos para nos livrar desse “mal”, de que podem explicar por teorias nossa “atração”.

Esses “cidadãos de bem”, fervorosos defensores da moral e dos bons costumes, mantêm seus filhos longe de nós, nos impossibilitam a união civil, a adoção de crianças, a educação sexual para homossexuais. De acordo com sua cartilha estúpida, somos seres promíscuos, sujos. Por isso podemos ser espancad@s, violentad@s, estuprad@s, xingad@s. Tudo de acordo com a boa moral do homem branco e heterossexual.

Mas, por detrás de cada número, existe um rosto, escondido da família “de bem”, que não entra nas menções do casal Boner.

Hoje tomei ciência de que um desses rostos era de um conhecido meu, um companheiro militante, uma pessoa que vejo há um ano todos os dias. Espancado na esquina da sua casa por ser gay. Espancado na esquina da sua casa por não seguir um padrão. Espancado na esquina da sua casa por dois “cidadãos de bem”, que transitam livremente pelas avenidas da cidade.

Além dos hematomas, da tristeza, da humilhação, esse companheiro tem também em mãos um BO no qual a delegacia não quis registrar a queixa como agressão por homofobia. E isso levaremos todos para o resto das nossas vidas.

Restam-me muitas lágrimas de desespero, um ódio por toda essa hipocrisia social, me resta um desejo gigante de que a revolução venha, me resta que seja somente possível um dia sair a rua sem medo. Resta-me esperar menos hipocrisia. Resta-me esperar um momento em que ninguém acredite que seu amor/atração/afeto por outrem é maior e mais legítimo do que o nosso. Resta-me, ao menos, não escutar mais que não tenho motivos para militar, para fazer da minha vida a militância e meu único desejo a revolução.


Postado por: Marcos Adriano
Presidente do CAPED

Educadores contestam artigo da "Veja"

Educadores contestam artigo da "Veja"
Sob o título “Que bom que os Sindicatos de Trabalhadores da Educação preocupam os sacerdotes da privataria e seus braços ideológicos!”, vários educadores divulgaram texto com críticas ao artigo de Gustavo Ioschpe (“Hora de Peitar os Sindicatos de Professores”), veiculado no site da revista “Veja”.
Por Gaudêncio Frigotto, Zacarias Gama, Eveline Algebaile, Vânia Cardoso da Mota e Hélder Molina

Vários meios de comunicação utilizam-se de seu poder unilateral para realizar ataques truculentos a quem ousa contrariar seus interesses. O artigo de Gustavo Ioschpe, publicado na edição de 12 de abril de 2011 da Revista Veja (campeã disparada do pensamento ultraconservador no Brasil), não apenas confirma a opção deliberada da Revista em atuar como agência de desinformação – trafegando interesses privados mal disfarçados de interesse de todos –, como mostra o exercício dessa opção pela sua mais degradada face, cujo nível, deploravelmente baixo, começa pelo título – “hora de peitar os sindicatos”. Com a arrogância que o caracteriza como aprendiz de escriba, desde o início de seu texto, o autor considera patrulha ideológica qualquer discordância em relação às suas parvoíces.
Na década de 1960, Pier Paolo Pasolini escrevia que o fascismo arranhou a Itália, mas o monopólio da mídia a arruinou. Cinquenta anos depois, a história lhe deu inteira razão. O mesmo poderia ser dito a respeito das ditaduras e reiterados golpes que violentaram vidas, saquearam o Brasil, enquanto o monopólio privado da mídia o arruinava e o arruína. Com efeito, os barões da mídia, ao mesmo tempo em que esbravejam pela liberdade de imprensa, usam todo o seu poder para impedir qualquer medida de regulação que contrarie seus interesses, como no caso exemplar da sua oposição à regulamentação da profissão de jornalista. Os áulicos e acólitos dessa corte fazem-lhe coro.
O que trafega nessa grande mídia, no mais das vezes, são artigos de prepostos da privataria, cheios de clichês adornados de cientificismo para desqualificar, criminalizar e jogar a sociedade contra os movimentos sociais defensores dos direitos que lhes são usurpados, especialmente contra os sindicatos que, num contexto de relações de superexploração e intensificação do trabalho, lutam para resguardar minimamente os interesses dos trabalhadores.
Os artigos do senhor Gustavo Ioschpe costumam ser exemplos constrangedores dessa “vocação”. Os argumentos que utiliza no artigo recentemente publicado impressionam, seja pela tamanha tacanhez e analfabetismo cívico e social, seja pelo descomunal cinismo diante de uma categoria com os maiores índices de doenças provenientes da superintensificação das condições precárias de trabalho às quais se submete.
Um dos argumentos fundamentais de Ioschpe é explicitado na seguinte afirmação:
Cada vez mais a pesquisa demonstra que aquilo que é bom para o aluno na verdade faz com que o professor tenha que trabalhar mais, passar mais dever de casa, mais testes, ocupar de forma mais criativa o tempo de sala de aula, aprofundar-se no assunto que leciona. E aquilo que é bom para o professor – aulas mais curtas, maior salário, mais férias, maior estabilidade no emprego para montar seu plano de aula e faltar ao trabalho quando for necessário - é irrelevante ou até maléfico aos alunos.

A partir desse raciocínio de lógica formal, feito às canhas, tira duas conclusões bizarras. A primeira refere-se à atribuição do poder dos sindicatos ao seu suposto conflito de interesses com “a sociedade representada por seus filhos/alunos”: “É por haver esse potencial conflito de interesses entre a sociedade representada por seus filhos/alunos e os professores e funcionários da educação que o papel do sindicato vem ganhando importância e que os sindicatos são tão ativos (...)”.
A segunda, linearmente vinculada à anterior, tenta estabelecer a existência de uma nefasta influência dos sindicatos sobre o desempenho dos alunos.  Nesse caso, apoia-se em pesquisa do alemão Ludger Wossmann, fazendo um empobrecido recorte das suas conclusões, de modo a lhe permitir afirmar que “naquelas escolas em que os sindicatos têm forte impacto na determinação do currículo os alunos têm desempenho significativamente pior”.
Os signatários deste breve texto analisam, há mais de dois anos, a agenda de trabalho de quarenta e duas entidades sindicais afiladas à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e acompanham ou atuam como afiliados nas ações do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN. O que extraímos dessas agendas de ação dos sindicatos é, em tudo, contrário às delirantes e deletérias conclusões do articulista.
Em vez de citar pesquisas de segunda mão, para mostrar erudição e cientificidade em seu argumento, deveria apreender o que demanda uma análise efetivamente científica da realidade. Isso implicaria que de fato pesquisasse sobre a ação sindical docente e sobre os processos econômico-sociais e as políticas públicas com os quais se confronta e dialoga e, a partir dos quais, se constitui. Não imaginamos que um filho de banqueiros ignore que os bancos, os industriais, os latifundiários, a grande mídia têm suas federações ou organizações que fazem lobbies para ter as benesses do fundo público.
Um efetivo envolvimento com as pesquisas e com os processos sociais permitiria ao autor perceber onde se situam os verdadeiros antagonismos e “descobrir” que os sindicatos não se criaram puxando-se de um atoleiro pelos cabelos – à moda do Barão de Münchhausen –, autoinventando-se, muito menos confrontando-se com os alunos e seus pais.
As análises que não levam isso em conta, que se inventam puxando-se pelos cabelos a partir dos atoleiros dos próprios interesses, não conseguem apreender minimamente os sentidos dessa realidade e resultam na sequência constrangedora de banalidades e de afirmações levianas como as expostas por Ioschpe.
Uma das mais gritantes é relativa ao entendimento do autor sobre quem representa a sociedade no processo educativo. É forçoso lembrar ao douto analista que os professores, a direção da escola e os sindicatos também pertencem à sociedade e não são filhos de banqueiros nem se locupletam com vantagens provenientes dos donos do poder.
Ademais, valeria ao articulista inscrever-se num curso de história social, política e econômica para aprender uma elementar lição: o sindicato faz parte do que define a legalidade formal de uma sociedade capitalista, mas o ultraconservadorismo da revista na qual escreve e com a qual se identifica já não o reconhece, em tempos de vingança do capital contra os trabalhadores.
Cabe ressaltar que todos os trocadilhos e as afirmações enfáticas produzidos pelo articulista não conseguem encobrir os interesses privados que defende e que afetam destrutivamente o sentido e o direito da população à educação básica pública, universal, gratuita, laica e unitária.
Ao contrário do que afirma a respeito da influência dos sindicatos nos currículos, o que está mediocrizando a educação básica pública é a ingerência de institutos privados, bancos e financistas do agronegócio, que infestam os conteúdos escolares com cartilhas que empobrecem o processo de formação humana, impregnando-o com o discurso único do mercado – o da educação de empreendedores. E que, muitas vezes, com a anuência de grande parte das administrações públicas, retiram do professor a autoridade e a autonomia sobre o que ensinar e como ensinar dentro do projeto pedagógico que, por direito, eles constroem, coletivamente, a partir de sua realidade.
O que o Sr. Ioschpe não mostra, descaradamente, é que esses institutos privados não buscam a educação pública de qualidade e nem atender o interesse dos pais e alunos, mas lucrar com a venda de pacotes de ensino, de metodologias pasteurizadas e de assessorias.
Por fim, é de um cinismo e desfaçatez vergonhosa a caricatura que o articulista faz da luta docente por condições de trabalho e salário dignos. Caberia perguntar se o douto senhor estaria tranquilo com um salário-base de R$ 1.487,97, por quarenta horas semanais, para lecionar em até 10 turmas de cinquenta jovens. O desafio é: em vez de “peitar os sindicatos”, convide a sua turma para trabalhar 40 horas e acumular essa “fortuna” de salário básico. Ou, se preferir fazer um pouco mais, trabalhar em três turnos e em escolas diferentes. Provavelmente, esse piso para os docentes tem um valor bem menor que o que recebe o articulista para desqualificar e criminalizar, irresponsavelmente, uma instituição social que representa a maior parcela de trabalhadores no mundo.
Mas a preocupação do articulista e da revista que o acolhe pode ir aumentando, porque, quando o cinismo e a desfaçatez vão além da conta, ajudam aqueles que ainda não estão sindicalizados a entender que devem fazê-lo o mais rápido possível.

Gaudêncio Frigotto, Zacarias Gama e Eveline Algebaile são professores do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPFH/UERJ).
Vânia Cardoso da Mota é Professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Colaboradora do PPFH/UERJ.
Hélder Molina é educador, assessor sindical e doutorando do PPFH/UERJ.

Postado por: Marcos Adriano
Presidente do CAPED

“DISCRIMINAÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO”

 
 
Frei Davi é um militante negro da igreja católica que criou o pre-vestibular (educafro) para negros.
CRASH - no limite
 
Fátima
 
 

POR QUE ESTAMOS OCUPANDO UMA DAS LOJAS AMERICANAS?

“DISCRIMINAÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO”


ATO DA EDUCAFRO DE
PRIMEIRO DE MAIO
“DISCRIMINAÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO”

POR QUE ESTAMOS OCUPANDO UMA DAS LOJAS AMERICANAS?


O Brasil vive um momento novo e positivo. A sociedade quer ver a integração e o respeito a todas as etnias em todos os setores da nação.  Neste 1° de maio estamos protestando em frente/dentro das Lojas Americanas, para repudiar contra o mais recente espancamento a um trabalhador negro, Márcio Antônio de Souza, 33 anos.  Ele foi brutalmente torturado por seguranças das “Lojas Americanas” de Campo Grande, MS, na manhã de 23/04, acusado de furto de um ovo de Páscoa, por ele já pago, em outro estabelecimento, cuja nota fiscal estava/está em sua posse. A Educafro organiza a ocupação de uma das LOJAS AMERICANAS de São Paulo, protestando e exigindo:
a) Urgente indenização negociada para a vítima, que ainda não foi operada do nariz quebrado e dos olhos lesados.
b) treinamento antirracista para os funcionários e terceirizados, em nível nacional.
b) contratação de negros/as em cargos de chefia na rede.
c) exposição nas prateleiras de todas as Lojas Americanas de pelo menos 20% de bonecas negras, do conjunto das expostas! A não exposição faz parte da sutil discriminação, levando a criança negra a só desejar bonecas brancas!
d) Marcação de uma reunião com a Presidência da Rede das Lojas Americanas.
e)Vamos avaliar com a presidência o lançamento de uma campanha: "NEGROS/AS CONSCIENTES NÃO COMPRAM NAS LOJAS AMERICANAS".
O caso lembra o episódio envolvendo um funcionário negro da USP, Januário Alves de Santana, tomado por suspeito do roubo do seu próprio carro – um Ford EcoSport – numa loja dos supermercados Carrefour de Osasco/SP, em agosto de 2009. Segundo o Advogado da vítima Dr. Dorgival Vieira, a justiça reclassificou o caso como Tortura motivada por discriminação racial. Muitos outros casos se repetem como no WalMart, cuja vítima foi Clécia Maria da Silva.  No Extra da Penha SP, as vítimas foram três crianças negras que ficaram em cárceres privados. No setor bancário não é diferente. É o caso do assassinato, dentro de uma agencia do Banco Itaú do Rio de Janeiro de um cliente NEGRO, pertencente à própria agencia, por terem “desconfiado dele como ladrão”.
A Educafro entende que todos os supermercados, lojas e empresas que estão discriminando negros/as devem receber ocupações da Educafro e de outras entidades nos quatro cantos do Brasil.
Os Governantes brasileiros continuam não combatendo TODAS as formas estruturais de discriminações. Exigimos políticas públicas de inclusão e reparação! Por exemplo, segundo o IPEA – Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, sem políticas públicas com cortes étnicos, serão necessários 32 anos para que, só com os esforços da comunidade negra, os salários dos negros/as se igualem aos dos brancos/as.
Convidamos a todas as pessoas que querem contribuir com a construção de um mundo melhor a participarem do ato no dia 1 de maio de 2011, conforme programação:
10h – concentração no salão, na Sede da Educafro, situada à Rua Riachuelo nº 342 Centro, próximo ao Largo de São Francisco.
 Marcha rumo a uma das Lojas Americanas!
Em seguida nos uniremos às comemorações do dia do trabalhador, no Vale do Anhangabaú.

Contatos:
Tels (11) 3107 5024 ou 3107 5024 ou (11) 6173 3341 Frei  ou  (11) 7673 5478 
ou  (11) 6173 6869  freidavid@franciscanos.org.br   ou  Educafro@franciscanos.org.br 
Obs: a vítima fará um pronunciamento ao vivo ao longo do ato e em frente às Americanas!
www.educafro.org.br   


Postado por: Marcos Adriano
Presidente do CAPED

Divulgação Blog Educação e Saúde‏

A criação desse blog é com o intuito de promover trocas e compartilhamento de ideias e experiências na área da escolarização hospitalar. Visitem, aproveitem, comentem e sintam-se em casa.

Para os profissionais da área de educação e saúde, minha boas vindas especial!

Um abraço a tod@s
Postado por: Marcos Adriano
Presidente do CAPED

STF rejeita ação contra mudança na jornada de professores



FELIPE SELIGMAN
DE BRASÍLIA

O STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitou nesta quarta-feira uma ação de cinco governadores de Estado que pedia a declaração de inconstitucionalidade de uma lei federal que modificou a jornada de trabalho dos professores da rede pública de ensino.
STF decide que piso salarial para professores é constitucional
Lei do piso salarial para professores da rede pública ainda enfrenta resistência
Eles questionavam a Lei 11.738 de 2008, que instituiu a dedicação de um terço da jornada de trabalho de 40 horas por semana para atividades extraclasse, estudo ou planejamento de aulas.
A votação sobre o tema empatou em 5 a 5, mas como não houve votos suficientes nem para dizer que a lei é constitucional, nem que é inconstitucional, o pedido foi simplesmente rejeitado.
Isso quer dizer que a lei está em vigor, mas pode voltar a ser analisada no futuro, em caso de novo questionamento.
Apenas dez ministros votaram no caso, pois José Antonio Dias Toffoli se declarou impedido por ter atuado no caso quando era AGU (Advogado Geral da União).
Essa é a mesma ação que questionava o piso salarial para professores da rede pública, cuja análise foi iniciada no início de abril.
Na ocasião, o tribunal decidiu que o piso dos professores, de R$ 1.187,97 mensais para 40 horas por semana, é constitucional.
A questão da carga horária, porém, havia ficado em aberto, pois os ministros discordavam sobre a questão.
Cinco deles defendiam a constitucionalidade da regra, enquanto os outros quatro consideravam ilegal a determinação para que 33% da carga horária dos professores fosse dedicado a outras atividades que não a sala de aula.
Precisa-se de seis votos para que o STF declare que uma norma é constitucional ou não. Como não houve votos suficientes, o plenário decidiu esperar pelo o presidente do tribunal, ministro Cezar Peluso, que estava viajando. Ontem, ele empatou a questão.
A ação foi proposta pelos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Ceará, que alegavam falta de previsão orçamentária correspondente à contratação de professores para suprir a mudança da jornada de trabalho prevista pela lei do piso.


Fonte: Folha.com
 
Postado por: Marcos Adriano
Presidente do CAPED

EVENTO : EPMARX‏

III EPMARX

 MAIORES INFORMAÇÕES: http://www.epmarx.blogspot.com/

Postado por: Marcos Adriano
Presidente do CAPED 

28 de abril: manifestações, passeatas, paralisações de categorias e travamento de avenidas marcam Dia de Mobilizações

Dia de Mobilizações no Rio Grande do SulDia de Mobilizações no Rio Grande do Sul
Dia de Mobilizações no Rio Grande do Sul
Dia de Mobilização em Santa Catarina



A Jornada de Mobilizações, 28 de abril, demonstrou a  força dos trabalhadores  com protestos e mobilizações em diversos estados do país. Organizações dos movimentos popular, sindical e estudantil levantaram as bandeiras de luta da CSP-Conlutas contra os ataques que vêm sendo anunciados pelo governo Dilma. Paralisações nas fábricas, manifestações, passeatas e travamento de avenidas marcaram essa data em todo país. O dia mundial em memória às vítimas de acidentes e doenças  do trabalho também foi incorporado ao dia de mobilização por melhores condições de trabalho.

Confira a galeria de ftos

Confira aos informes atualizados nesta sexta-feira (29)

Dia de luta no Rio Grande do Sul

O dia nacional de luta contra a retirada de direitos – 28 de abril, no Rio Grande do Sul, foi marcado pela realização de um ato público unitário em frente ao Palácio Piratini, sede do governo gaúcho. “Não somos nós que vamos pagar a conta, resolver com nossos salários, os problemas financeiros do estado”, declarou a presidente do CPERS/Sindicato Rejane de Oliveira, em crítica direta à proposta do governo de alterar a previdência estadual. Ela falou em nome do Fórum dos Serviodres Públicos Estaduais (FSPE/RS).

O movimento começou logo no início da tarde, quando educadores se reuniram no CPERS/Sindicato e, em caminhada, se deslocaram até o Largo Glênio Peres, onde encontraram servidores de outras categorias e trabalhadores da iniciativa privada. Antes do deslocamento, João Ezequiel, da direção do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre, criticou a demissão de trabalhadores contratados pela Fugast, fundação que teve o contrato de prestação de serviços com o governo do estado rompido. “Os trabalhadores estão pagando por um erro do governo. Estes trabalhadores sequer estão recebendo suas rescisões contratuais”, denunciou o sindicalista.

Os manifestantes também deixaram claro que não aceitarão nenhum calote no pagamento das Requisições de Pequeno Valor (RPVs). Ao optar pela RPV, o servidor já ja abre mão de um direito, que é o de receber os seus precatórios. O governo deve cortar privilégios de grandes empresas, que se beneficiam de recursos públicos quando são isentas de pagar o ICMS. Esse montante faz falta para a saúde, educação e segurança.

Em nome da CSP-CONLUTAS, a vice-presidente do CPERS, Neida Oliveira salientou a necessidade de construir a unidade de todos que querem lutar contra estes ataques, denunciando a política de cortes em investimentos sociais do governo Dilma, a alta dos preços dos alimentos e o arrocho salarial, enquanto o governo mantém a política de pagamento de bilhões para os bancos por conta da dívida pública.

 Com informações de João dos Santos Silva / Erico Corrêa

Dia de mobilização em Santa Catarina é marcado por paralisação em diversas categorias

Mesmo com a chuva, em Florianópolis os trabalhadores do serviço público municipal, estadual, federal,  do transporte público e da juventude foram às ruas numa grande passeata unificada. O ato reuniu mais de mil pessoas, como parte do calendário nacional de luta  unificado.

Estiveram paralisados neste dia 28 e enchendo as ruas da capital os trabalhadores técnico-administrativos da Universidade Federal de Santa Catarina representados pelo SINTUFSC, servidores dos Institutos Técnicos Federais – IFSC ligados ao SINASEFE, os servidores do IBGE, dirigidos pela ASSIBGE-SC, os trabalhadores em educação estadual ligados ao Sinte-SC e à oposição à direção do Sinte ligados ao bloco construindo a CSP-Conlutas na educação.

Também paralisaram suas atividades e participaram da passeata os servidores municipais de Florianópolis, liderados pelo Sintrasem, motoristas e cobradores ligados ao Sintraturb os trabalhadores do transporte . Uma representação da juventude que luta contra as absurdas tarifas de ônibus que acabam de aumentar também agitou o ato.

Também participaram e assinaram um manifesto do dia 28 entidades como o Sinergia, Andes-SC, Sindprevs, SINDPD, Sindsaúde, Aprasc, Assembléia Nacional dos Estudantes Livres-Anel, Frente de luta pelo Transporte público, a Intersindical, o PSOL e PSTU. ( Veja íntegra da matéria aqui)

Manifestação vitoriosa do dia nacional de lutas no Rio de Janeiro

A CSP-Conlutas RJ conseguiu coordenar a mobilização de várias entidades para as paralisações, manifestações e panfletagens do dia 28. A convocatória das atividades deste dia foi assinada pelas seguintes entidades: Associação de Docentes do Colégio D. Pedro II, Associação de Docentes do Instituo Benjamim Constant, Associação de Docentes da UFRJ, ANDES-SN, ANEL , APAR/IBC, ASFOC, ASIBAMA, ASSAN, ASSIBGE, Associação de Servidores do Instituto Nacional de Educação Surdos, CSP-CONLUTAS RJ, Movimento Mulheres em Luta, Plenária dos Movimentos Sociais, Movimento Quilombo Raça e Classe, SINASEFE, SINDJUSTIÇA, SINDPEFAETEC, SINDSCOPE, SINDSPREV, SINTUFF, Sindicato dos Comerciários de Nova Iguaçu – STCNI.

Houve paralisação nas escolas técnicas estaduais e na rede de escolas do Colégio D. Pedro II.  Também houve atividades e panfletagens nos Institutos Benjamim Constant e o Nacional de Educação de Surdos.  Também os servidores do INCA, do Arquivo Nacional, dos servidores da justiça e da educação estadual.  Os trabalhadores da saúde federal, estadual e municipal também realizaram panfletagens em seus locais de trabalho.  Quanto aos comerciários, bancários, metalúrgicos e petroleiros da Baixa Fluminense participaram do Ato centralizado e fazem hoje (29) manifestações e panfletagens em Nova Iguaçu com o mesmo material utilizado nas panfletagens do dia 28.

A partir das 15 horas teve início o Ato que reuniu cerca de 300 companheiros e durou, com vários discursos dos representantes das entidades do movimento sindical, popular e estudantil, até as 19 horas.  (Veja a matéria na íntegra).

Centenas de trabalhadores ocupam as ruas de Minas Gerais

Quase 2 mil trabalhadores manifestaram-se contra os acidentes de trabalho e os recentes ataques anunciados pelo Governo Dilma. A mobilização contou com a participação da CSP-Conlutas e seus sindicatos filiados, da Federação Sindical e Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais (filiada à CSP-Conlutas), além de entidades e movimentos como Movimento Mulheres em Luta, ANEL, MTST, CUT, CTB, NCST, UGT, CGTB, Fetaemg, MST, Via Campesina e MAB.  Às 11 horas, em passeata até a porta do INSS e durante o percurso uma série de denúncias foram feitas pelos sindicalistas e movimentos presentes.

por volta de 15h, a CSP-Conlutas, o MTST e os moradores das ocupações Camilo Torres e Irmã Dorothy seguiram em protesto até a Prefeitura de Belo Horizonte, onde denunciaram os problemas da moradia na cidade e as ameaças de despejo das ocupações urbanas da cidade. ( Veja matéria na íntegra)

Ato unitário entre operários e professores marca dia de luta Ceará


Os trabalhadores da construção civil integraram este 28 de abril com mais um dia de mobilização pela campanha salarial 2011 com a presença de 3 mil operários. O movimento reuniu diversas passeatas dos mais diferentes pontos de Fortaleza e caravanas de diversas localidades.

Após a votação na assembleia, realizada às 10h, os operários da construção civil foram, em caravana, participar da greve dos professores, que acontecia em frente ao Paço Municipal, sede da Prefeitura de Fortaleza.

Na prefeitura, foi realizado uma tribuna com a participação da CSP-CONLUTAS, CUT, DCE da UECE, Anel, SindUECE, do SINDIUTE, ANDES, Fórum do Passe Livre, dentre outras entidades.

Zé Gotinha, da Construção Civil de Belém acompanha a luta dos operários de Fortaleza desde o dia 18 de abril. O dirigente informou que durante o ato em defesa dos trabalhadores da construção civil do Brasil realizado no dia de hoje, os operários paraenses pararam 60 obras e destacaram a luta dos operários cearenses. (Veja matéria na íntegra)


 Dia de mobilização na Bahia denuncia os ataques promovidos pelo governo Dilma

O dia 28 de abril na Bahia foi marcado por várias manifestações em todo o Estado. Logo cedo, debaixo de muita chuva, a CSP-Conlutas esteve presente no Complexo Ford de Camaçari realizando um ato com faixas e panfletos denunciando os ataques promovidos pelo governo Dilma. Ainda pela manhã houve uma manifestação dos servidores públicos municipais de Alagoinhas, na porta da prefeitura. Os servidores do município juntamente com os trabalhadores das empresas terceirizadas paralisação suas atividades neste dia nacional de luta.

À tarde foi à vez das ruas de Salvador serem tomadas por estudantes, professores das universidades estaduais e servidores federais de várias categorias no Estado, que carregavam muitas faixas, bandeiras, bonecos e panfletos. O ato público contou com a presença de mais de 400 manifestantes e teve como tema central a luta dos professores da rede estadual de ensino superior. (Veja  matéria na íntegra)

 Ato político e cultural no Dia Nacional de luta no Rio Grande do Norte

Representantes do movimento sindical e popular participaram de um ato político e cultural nesta quinta (28/4) no centro de Natal.

A atividade fez do Dia Nacional de Lutas em todo o país. São trabalhadores da cidade e do campo, servidores públicos federais, estaduais e municipais, além de estudantes e diversos outros setores do movimento popular, como o Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST).

O manifesto na rua João Pessoa teve início com o grupo Artes e Traquinagem, que apresentou  “O julgamento do trabalhador”, mostrando que o teatro de rua ajuda a refletir a sociedade em que vivemos. Em seguida, representantes do movimento sindical e popular levaram seus protestos para a população.  (Confira matéria completa)  

Operários da construção civil e servidores públicos tomam às ruas do Pará

Em Belém (PA), uma grande manifestação toma conta das ruas da cidade com cerca de 5 mil pessoas, entre operários da construção civil de Fortaleza e servidores públicos.

Mais de 30 organizações, dos  movimentos sindical, popular e estudantil,  participam do ato que é marcado pela unidade  de ação contra os ataques ao atual governo. Os manifestantes realizaram um protesto em frente ao prédio do INSS  em memória  as vítimas de doenças e acidentes do trabalho.

A passeata  percorreu a Avenida Nazaré  e  teve seu desfecho na prefeitura da cidade.

Dia de luta no Maranhão

Pela manhã as Seções do SINASEFE do Campus Maracanã e Monte Castelo na capital e no interior do Estado o Campus de Zé Doca, este último mesmo com assédio da direção do Campus, paralisaram suas atividades.

Os servidores do Judiciário Federal já no dia anterior realizaram uma paralisação de 24 horas. No dia 27 houve panfletagem na Universidade Federal do Maranhão chamando para o ato do dia 28 na Praça Deodoro.

Pela tarde, houve ato na Praça Deodoro reunindo várias categorias, estudantes e movimento popular seguido de passeata até a Secretaria de Educação do Estado para prestar solidariedade e apoio aos professores em greve a quase 60 dias e que estão ocupando a Secretária para pressionar por uma negociação com o governo.

Além das bandeiras nacionais, o ato foi mais um protesto pelo Fora Roseana Sarney! No Maranhão. A CSP Conlutas levou para a praça uma grande faixa “Fora Honoráveis Bandidos”.

No Piauí servidores públicos municipais deflagram greve

Os servidores públicos municipais de Teresina, também se integraram ao dia de luta e deflagraram greve por tempo indeterminado.

O dia de mobilizações contou também com manifestação de entidades ligadas aos trabalhadores, como a CNESF (Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Federais). A passeata protestou contra o corte de R$ 50 bilhões no orçamento, o aumento dos juros e as medidas contrárias aos direitos do funcionalismo público federal, especialmente a proposta de congelamento dos salários dos servidores. ( Veja  outra matéria relacionada).

 No Amapá educadores se incorporam na manifestação

O ato no Macapá reuniu cerca de 300 pessoas e contou com a participação dos trabalhadores da educação do estado, que realizavam mobilização por campanha salarial. A manifestação começou na Praça da Bandeira, seguiu até a Secretaria de Educação e terminou em frente ao Palácio do governo. Uma comissão formada pelas entidades de base participantes do ato (CSP-CONLUTAS, SINSEPEAP, SINDSAÚDE, SINCOTRAPE) foi recebida pelo chefe de gabinete do governador do Estado. Uma nova audiência, com a presença do governador, foi marcada para amanhã, no período da tarde.

 Brasília: no dia de mobilização terceirizados fazem ato em frente à reitoria da UNB

No dia 28, os trabalhadores terceirizados da universidade UNB de Brasília fizeram uma assembléia com mais de 500 trabalhadores.  Logo em seguida foi feito um grande ato em frente à reitoria na luta pelo fim das demissões. Estiveram presentes diversos estudantes, a ANEL, o Dce da UNB, CSP – Conlutas, Sintfub, SINDServiços/DF, a CUT e a deputada Erika Kokay.

Em São Paulo travamento de avenidas e manifestação

Na capital paulista do dia de luta começou com travamento na Estrada do  M’Boi Mirim. O ato realizado pelo MTST em conjunto com moradores da região, reuniu cerca de 400 pessoas e defendia um transporte público de qualidade para o bairro, que é uma das áreas de maior concentração de pobreza dentro do município de São Paulo. No protesto os manifestantes foram covardemente agredidos pelos policias e nove pessoas foram presas, um advogado da Central foi encaminhado ao local e os companheiros foram liberados.  Também no interior de São Paulo, em Hortolândia, famílias organizadas pelo MTST marcharam rumo ao bairro Jardim Minda,  onde está sendo construído o condomínio de apartamentos que parte das famílias do MTST moraria, se não fosse o descumprimento do acordo pela prefeitura.

Veja a repercussão do travamento da Estrada do  M’Boi Mirim na grande imprensa

http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/manifestantes-bloqueiam-avenida-na-zona-sul-20110428.html

http://www.band.com.br/transito-sp/conteudo.asp?ID=100000425776

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,protesto-bloqueia-estrada-do-mboi-mirim-em-sp,711913,0.htm

À tarde, no centro da capital,  houve assembleia dos trabalhadores da educação municipal de São Paulo com a participação de 500 pessoas. O ato convocado pelo Sinpeem (Sindicato dos Profissionais do Ensino Fundamental-SP) teve a participação da Central. Durante a assembleia dos profissionais da educação foram distribuídos jornais da Central sobre o Dia 28 de abril. O informativo com as denuncias do atual governo e as bandeiras de luta da CSP-Conlutas teve boa aceitação por parte dos manifestantes.

Os metroviários de São Paulo também  realizaram uma manifestação por melhores condições de trabalho para a categoria.

Passeata e paralisação nas fábricas marcam dia de luta em São José dos Campos e Região

Os metalúrgicos do 1° e 2º turno da GM paralisaram a produção por 1h30, diante disso, com 3 horas de atraso, deixaram de ser produzidos cerca de 180 veículos na montadora. Cerca de 7 mil trabalhadores participaram das assembleias, em que foram discutidas as reivindicações deste Dia Nacional de Mobilização.

Trabalhadores da Gerdau, Everel, Friuli e Plande protestaram, principalmente, contra a precarização no ambiente de trabalho, em que tarefas repetitivas e aceleração da produção geram a cada dia mais acidentes e doenças ocupacionais.

Também houve passeata em São José dos Campos com a participação de cerca de 1 mil pessoas.  Houve ato em frente à Bandeirante Energia, o motivo do protesto era o fornecimento de energia à Ocupação do Pinheirinho, que vem sendo alvo de muitas reclamações. Em seguida, a passeata seguiu para o INSS, onde o tema dos discursos e protestos foi contra a política do governo de ataques aos trabalhadores.

O Dia Mundial de Luta contra os Acidentes e Doenças do Trabalho, também celebrado neste dia 28 de abril, foi lembrado na manifestação.

Também em Campinas houve paralisação nas fábricas da região.

Deu na grande imprensa:

http://www.vnews.com.br/noticia.php?id=94645
http://www.vnews.com.br/noticia.php?id=94633
Confira mais informações sobre o dia de Luta em São José 


Postado por: Marcos Adriano
Presidente do CAPED

1º de Maio relembra luta de trabalhadores e mostra resistência aos planos do governo Dilma


Neste 1º de Maio, como é tradicional, vamos relembrar a luta dos operários de Chicago (EUA), em 1886, que morreram para defender a jornada de 8 horas diárias.

Em 1891, em Paris, na França, os trabalhadores socialistas dos países industrializados da época, reunidos no congresso da Segunda Internacional Socialista, consagraram o 1º de Maio como o dia da luta pelas 8 horas de trabalho. Naquele tempo os operários trabalhavam 12, 15 e até 18 horas por dia. Não havia descanso semanal nem férias. Para o mundo do trabalho não existiam leis.

Neste 1º de Maio também teremos um motivo especial, é o primeiro ano do governo de Dilma, que pretende jogar por água abaixo leis trabalhistas e previdenciárias.

Com quatro meses de governo, Dilma Rousseff já mostrou a que veio. Tanto nos episódios do reajuste dos salários dos parlamentares, no arrocho ao salário mínimo, no corte de 50 bilhões no orçamento, na forma de ajuste da tabela do Imposto de Renda e no ataque aos movimentos sociais, a partir da presença no Brasil de Barack Obama, Dilma vem construindo um perfil de governo.

Já há ameaças como o aumento da idade mínima para aposentadoria, redução da contribuição da patronal para o INSS, reforma tributária, reforma política, aumento da taxa Selic, aumentando desta forma mais 1 bilhão nas dívidas interna e externa e uma série de outros ataques aos trabalhadores e seus direitos.

Dilma deve seguir a mesma política dos governos Lula e FHC de reformas neoliberais, privatizações e manterá a mesma relação privilegiada com os bancos e grandes empresas. Por isso, é necessário repudiá-la.

Vamos às ruas no 1º de Maio com nossas faixas, bandeiras, palavras de ordem.  Há atividades em diversas cidades. Informe-se da atividade na sua cidade. Participe. Fortaleça a luta internacional dos trabalhadores!

- Redução e congelamento dos preços;
- Aumento geral dos salários e das aposentadorias;
- Direitos sociais e trabalhistas;
- Melhores condições de trabalho;
- Valorização dos serviços e dos servidores públicos;
- Transporte público, de qualidade e não aumento das tarifas;
- Moradia digna para os trabalhadores;
- Não ao pagamento da dívida pública.

Postado por: Marcos Adriano
Presidente do CAPED

Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional (LIT-QI) São Paulo, 1º de Maio de 2011

LIT-QI: A luta operária, internacional e socialista é mais atual que nunca

Leia abaixo a declaração da LIT-QI para o Primeiro de Maio



LIT-QI
 


• O Primeiro de Maio nasceu já faz mais de 120 anos, como uma homenagem aos chamados Mártires de Chicago, nos Estados Unidos, julgados e condenados à morte por liderar uma luta contra a exploração capitalista. Desde 1889, considerou-se que a melhor forma de expressar essa homenagem seria realizar todo ano, nesta data, um dia internacional de luta pelas reivindicações da classe operária. Naquela época, foi assumido como eixo central a luta para conquistar a jornada de 8 horas de trabalho.

Desde então, a burguesia tentou, primeiro, apagar a data da memória dos trabalhadores e, depois, como não obteve êxito, procurou tirar o seu conteúdo de luta e transformá-la em um inofensivo “dia de festa”. A partir da década de 1990, este objetivo acentuou-se com uma campanha ideológica que anunciava estrondosamente o triunfo do “capitalismo sobre o socialismo” e o fim da “luta de classes”.

No entanto, como poucas vezes nos últimos anos, neste Primeiro de Maio, uma realidade mundial de luta dos trabalhadores e dos povos, em diversas regiões, mostra-nos que a luta de classes está mais presente que nunca, assim como suas perspectivas revolucionárias internacionais.

A revolução árabe
No mundo árabe, assistimos hoje uma das ondas de ascensão revolucionária de massas mais importante de sua história moderna, que o converteu no epicentro da situação mundial. Iniciou-se na Tunísia e teve continuidade no Egito, e não há praticamente nenhum país dessa região que não seja afetado por alguma de suas manifestações. Essa onda já derrubou dois ditadores (Ben Ali na Tunísia e Hosni Mubarak no Egito) e ameaça todas as ditaduras e monarquias reacionárias da região, a maioria delas agente do imperialismo. Chegou inclusive à Síria, onde o regime “dinástico” dos Assad ainda conserva alguma “aparência” de autonomia ante o imperialismo.

Por razões históricas e estruturais, essa onda revolucionária tende, de modo natural, a superar as fronteiras nacionais e a se estender e se unificar em todo o mundo árabe.

Olhando superficialmente, a atual onda da revolução árabe pode parecer só uma “luta pela democracia”. É verdade que o primeiro objetivo das massas é derrubar os odiados ditadores e seus regimes e obter plenas liberdades democráticas. Mas o seu conteúdo profundo é muito mais amplo, porque inclui resolver as gravíssimas condições dos trabalhadores e do povo e a necessidade de acabar com o saque imperialista e as oligarquias burguesas nacionais que geram essas condições de vida. E, como um elemento central, a necessidade de arrancar do coração do mundo árabe o punhal fincado que representam Israel e a tragédia do povo palestino.

As burguesias árabes “nacionalistas laicas” já mostraram que são incapazes de conseguir algum desses objetivos e que, cedo ou tarde, acabam se transformando em agentes do imperialismo contra a luta dos trabalhadores e do povo. As organizações islâmicas começam a mostrar isso, como se vê, por exemplo, nas posições políticas que a Irmandade Muçulmana teve ao longo de todo o processo egípcio (primeiro negociação com Mubarak e, agora, apoio ao governo do exército).

Afirmamos que, no mundo árabe, desenvolve-se uma “revolução socialista inconsciente” que, na luta pela democracia e pela libertação nacional, deve avançar necessariamente até a luta pelo socialismo. É socialista pelos inimigos que enfrenta (o imperialismo, Israel e as burguesias nacionais); porque as tarefas que deve implementar só podem ser realmente resolvidas derrotando o imperialismo e o capitalismo; e, finalmente, porque os seus protagonistas são os trabalhadores e o povo, os únicos que podem levar essa luta até o final.

Nesse sentido, o processo iniciado em 25 de janeiro de 2011 teve como antecedentes várias greves e lutas dos operários têxteis da cidade de Mahallah, no delta do Nilo. Inclusive, uma das organizações juvenis mais ativa nas mobilizações que derrubaram Mubarak se chamava “6 de Abril” porque se formou para aderir a uma dessas jornadas de luta.

Finalmente, a gota d’água na luta contra Mubarak e que acelerou sua queda foi a onda de greves dos últimos dias antes de 12 de fevereiro de 2011: operários têxteis de Mahallah, trabalhadores do Canal de Suez, trabalhadores da saúde, da educação, dos bancos e do transporte do Cairo etc.

Então, a grande tarefa atual é que esse “conteúdo operário e socialista” penetre na consciência das massas egípcias e árabes, e que essa consciência se expresse na continuidade de sua mobilização (superando as armadilhas e as ilusões da democracia burguesa) e em avanços na sua organização independente de qualquer variante burguesa. Especialmente, na construção de partidos operários revolucionários capazes de liderar a revolução até o final.

A luta na Europa
Cruzando o Mediterrâneo, os trabalhadores e a juventude europeias continuam a luta, iniciada em 2010, contra os duríssimos planos de ajuste que os governos (sejam da direita clássica ou de partidos social-democratas) e as patronais aplicam para fazer recair sobre os seus ombros o custo da crise econômica internacional e dos imensos pacotes de ajuda que deram aos bancos e ao parasitário sistema financeiro.

Em 2011, já houve uma nova greve geral na Grécia. No mês passado, uma imensa mobilização em Portugal, impulsionada pela juventude trabalhadora e estudantil, a chamada “geração à rasca” (geração perdida), foi o ponto mais alto da resposta social, que obrigou o governo do primeiro-ministro Sócrates a renunciar. Mais recentemente, centenas de milhares de pessoas se manifestaram em Londres contra os cortes no orçamento aplicados pelo governo conservador-liberal.

Aqui também a luta tende a tomar rapidamente um caráter internacional. Acordos como a União Europeia e a “zona euro” (os 16 países que adotaram o euro como moeda) mostram claramente o seu caráter de organizações imperialistas contra os trabalhadores, como fica evidente nos ferozes ajustes que devem ser feitos por governos como os de Portugal ou da Grécia para receber uma “ajuda” que só tem como objetivo salvar os bancos e aumentar ao máximo a exploração dos trabalhadores, liquidando antigas conquistas trabalhistas e precarizando benefícios, como a saúde e a educação públicas.

Em todos os casos, esses governos contam com a cumplicidade das burocracias sindicais que, inclusive quando se veem obrigadas a impulsionar lutas, atuam para dividir e frear os processos. De qualquer maneira, sua ação sempre está destinada a salvar esses regimes políticos, a UE e a zona euro. Se não fosse pelo papel dessas burocracias, muitos desses governos já teriam caído ou estariam para cair.

Além disso, devido à ação das burocracias, os trabalhadores de cada país tiveram que sair à luta contra as mesmas medidas impostas pelo imperialismo, mas o fizeram separadamente, cada um por sua conta. Embora os inimigos fossem os mesmos e os planos de fome impostos a partir do mesmo padrão da União Europeia, a política das burocracias sindicais foi isolar uma luta das outras. Por isso, na Europa, é necessária a construção de uma alternativa classista perante os governos e que unifique a luta contra a burocracia em cada país e a luta da classe operária europeia em seu conjunto.

Em todo o mundo
No mesmo caminho de seus pares europeus, o governo de Obama, nos EUA, acaba de apresentar um orçamento que contém o “maior corte da história do país”. Ainda que a situação de luta esteja bem mais atrasada que na Europa, a recente mobilização no estado de Wisconsin e as do ano passado na Califórnia contra os cortes no orçamento estadual para a saúde e a educação públicas, que unificaram os trabalhadores destes setores com os estudantes e usuários, podem estar assinalando o fim da “tranquilidade”.

Nos primeiros anos do século XXI, vários países latino-americanos viveram processos revolucionários (Equador, Argentina, Venezuela, Bolívia). Auxiliados por uma situação econômica relativamente boa, os governos de frente popular ou populistas (como os de Chávez, Evo Morales, Correa e Lula) conseguiram controlar e barrar este processo. Mas essa “tranquilidade” também pode começar a ter problemas.

À superexploração soma-se agora a inflação, que deteriora o poder de compra dos salários. O governo de Evo teve que retroceder no “gasolinazo” (brutal aumento do preço dos combustíveis) diante da reação operária e popular. No “estável” Brasil da era Lula, agora com o governo de Dilma Rousseff, mais de cem mil trabalhadores da construção civil de obras públicas (um dos setores mais explorados da classe operária brasileira) fizeram uma duríssima greve contra as empresas construtoras (muito ligadas ao governo) com métodos muito radicais de incendiar os pavilhões dos canteiros de obras.

Todas essas lutas colocam a necessidade da unidade internacional dos trabalhadores. Uma unidade que esteve na origem do movimento operário e que foi a marca registrada dos primeiros esforços de organização dos trabalhadores. Lutas semelhantes explodem em diferentes partes do planeta e demonstram que é necessário retomar essa tradição que expressa o Primeiro de Maio e está presente hoje. A solidariedade internacional entre os trabalhadores é uma ferramenta para a própria luta, porque pode ser fundamental para derrotar a burguesia e arrancar conquistas. Por exemplo, na Europa, a unidade entre os trabalhadores do continente é uma necessidade para derrotar a União Europeia imperialista e os seus planos. E a vitória de uns ajuda o avanço dos trabalhadores de outros países em luta. Além disso, permite retomar e fazer avançar a consciência internacionalista da classe operária, que foi característica do surgimento do movimento operário.

A unidade nas lutas coloca outra questão profunda: no sistema capitalista, nenhuma conquista obtida com a luta é permanente. O sistema capitalista, em sua decadência e em busca do lucro, ataca para retirar e fazer retroceder as conquistas que concedeu em outros momentos. Assim aconteceu, por exemplo, com a jornada de 8 horas, a estabilidade de emprego, a idade de aposentadoria etc. Por isso, o capitalismo não pode ser mudado de forma gradual por meio de reformas. Essas reformas progressivas quase não existem hoje, mas se a burguesia as concede como consequência das lutas, amanhã mesmo vai atacar para eliminá-las. A conclusão é que é necessário mudar o sistema, superá-lo pela ação revolucionária, isto é, conquistar a emancipação dos trabalhadores.

“A emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores”
Em um dos seus textos mais importantes dirigidos à classe operária, o Manifesto Comunista, Karl Marx e Friedrich Engels terminam com uma consigna que é, ao mesmo tempo, toda uma definição política: “A emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores”.

Com ela, queriam expressar que somente a classe operária seria capaz de levar até o final a luta contra o capitalismo e pela sua destruição, imprescindível para conduzir até o fim a luta pela emancipação da exploração e da opressão. E que, nessa luta, deveria ser autodeterminada, totalmente independente de qualquer variante política da burguesia, que sempre procuraria levar a classe operária a “reboque” de suas posições. O Primeiro de Maio como jornada de luta operária e socialista está profundamente imbuído desse caráter.

Nos últimos anos, essa proposta foi duramente questionada pela grande maioria da esquerda mundial, que abandonou a luta pela revolução socialista e pela emancipação da classe operária que, com diferentes sistemas teóricos e políticos, defendia em décadas anteriores. Um setor limita-se a postular a “humanização” do capitalismo e, para isso, a necessidade de se integrar plenamente nas instituições burguesas e nos seus governos. Outros afirmam que a saída é a proposta pelos setores burgueses populistas de esquerda, como Chávez na Venezuela, que saiu em defesa das sanguinárias ditaduras de Kadafi na Líbia e Assad na Síria.

A proposta da LIT-QI
De parte da LIT-QI, reivindicamos a fundo a consigna do Manifesto Comunista e afirmamos que ela está mais atual que nunca. Dizemos isso em um duplo sentido.

Em primeiro lugar, a classe operária está cada vez mais presente nas lutas, como mostram a resistência contra os ajustes na Europa e nos EUA, os processos revolucionários no mundo árabe, ou as greves contra a inflação e os “tarifazos” na América Latina. E, com sua luta, pode encabeçar uma aliança com os outros setores oprimidos e explorados, como os camponeses pobres, as massas urbanas não operárias e as nacionalidades oprimidas.

Em segundo lugar, é necessário retomar o internacionalismo operário. Em terceiro lugar, para acabar com a exploração, a fome, a miséria e o risco de destruição a que o capitalismo imperialista submete o mundo, é necessário uma revolução liderada pela classe operária, primeiro passo para a construção do socialismo. Não há como “humanizar” ou “reformar” o capitalismo.

A “mãe de todas as tarefas”
Os trabalhadores e as massas continuam mostrando um grande heroísmo em suas lutas. Basta ver, por exemplo, a combatividade que hoje vemos no mundo árabe. Mas o capitalismo imperialista e as burguesias nacionais associadas não vão se render “mansa e educadamente” perante essas lutas. Pelo contrário, como um leão que lambe suas feridas, respondem com ferocidade e recuperam o terreno perdido.

A revolução árabe e as lutas na Europa e no resto do mundo nos mostram a necessidade urgente da construção de uma direção revolucionária internacional, capaz de impulsionar e unificar essas lutas e levá-las até o seu triunfo definitivo (a derrota completa do imperialismo).

Esta é a “mãe de todas as tarefas”, que propomos a todos os lutadores operários e populares do mundo. Para nós, ela se concretiza na reconstrução da IV Internacional e suas seções, os partidos revolucionários nacionais. É nessa tarefa que a LIT-QI concentra todos os seus esforços.

Afirmamos, ao mesmo tempo, que a construção de uma direção revolucionária mundial não pode ser levada a cabo sem combater permanentemente todas as direções frentepopulistas, populistas, fundamentalistas, reformistas, “socialistas burocráticas”, que tentam desviar a luta dos trabalhadores e das massas para becos sem saída. E também sem combater os que, com qualquer argumento, capitulam a estas direções.

Baseados nesta experiência, temos um claro critério para nos posicionar em todas as lutas: estamos com os explorados e oprimidos contra os exploradores e os opressores. Por isso, estamos com os trabalhadores, a juventude e os povos árabes contra os seus ditadores e burguesias; estamos com o povo líbio contra Kadafi e contra a intervenção imperialista; estamos com a resistência afegã pela derrota dos invasores imperialistas; com o povo palestino contra Israel; com o povo haitiano para que expulse os “capacetes azuis” da ONU e os marines ianques; apoiamos os trabalhadores europeus contra os seus governos e patrões; os imigrantes em sua luta para conquistar plenos direitos políticos, trabalhistas e sindicais; as mulheres, os jovens e os que têm orientações sexuais diferentes, contra a opressão, a discriminação e a perseguição que sofrem no capitalismo.

Viva a revolução árabe!

Viva a luta da juventude e dos trabalhadores europeus!

Viva o internacionalismo operário! Viva a luta dos trabalhadores e dos povos de todo o mundo!

Pela derrota do capitalismo imperialista!

Viva a Revolução Socialista Internacional!


Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional (LIT-QI)
São Paulo, 1º de Maio de 2011


Postado por: Marcos Adriano
Presidente do CAPED

Professores em greve protestam por pagamento do piso‏

Uma comissão do Município recebeu os manifestantes, mas negociações ainda não avançaram


Professores da rede pública de ensino de Fortaleza protestaram nesta sexta-feira (29) em frente à Secretaria de Educação do Município.
Os professores ocuparam o trecho da avenida Pontes Vieira, que fica entre a Secretaria de Educação e a Assembleia Legislativa. Os educadores querem que a Prefeitura pague o piso nacional da categoria, aprovado pelo governo federal e mantido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente fixado em R$ 1.597,87.
Desde 11 de fevereiro passado, os professores declararam estado de greve, insatisfeitos com as negociações mantidas com a administração municipal. Segundo Gardênia Baima, da direção colegiada do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sindiute), a principal reivindicação é o pagamento do piso salarial.
Segundo o Sindiute, a Prefeitura de Fortaleza paga R$ 1.003,00. O secretário de Administração, Vaumik Ribeiro, este ano a categoria de professores já recebeu aumento de 6,47% na data base, no mês de janeiro.

Postado por: Marcos Adriano
Presidente do CAPED

Grande ATO NA UEVA SEGUNDA FEIRA 02 DE MAIO

Em protesto a falta de prioridade em nossa universidade, convocamos todos os estudantes para um  grande ato:
Dia: 02/05/2011 às 08:00 e 18:30  EM FRENTE A PORTÃO DA BETÂNIA.
 
Postado por: Marcos Adriano
Presidente do CAPED
 


Coletivo CSP-CONLUTAS PELA BASE NA EDUCAÇÃO divulga boletim informativo





ESTAMOS EM GREVE!
NÃO INICIEMOS O ANO LETIVO DE 2011 ENQUANTO NOSSOS DIREITOS NÃO SEJAM CUMPRIDOS!

Estamos em GREVE
A categoria dos professores municipais de Fortaleza começa a responder aos ataques da prefeita Luizianne (PT), ao decidirem em assembleia começar uma GREVE GERAL da categoria a partir de 26 de abril. Definindo por não iniciar o ano letivo de 2011. Portanto, neste dia devemos promover uma grande assembleia de início da GREVE e não irmos às escolas. 

É lutar agora ou perder direitos históricos
Temos que ter claro que essa GREVE terá que enfrentar vários obstáculos. Porém, não devemos desanimar. Os professores do município possuem uma trajetória de luta e organização. É necessário compreender que direitos conquistados através da luta histórica dos trabalhadores se encontram em risco iminente. A Prefeitura, inimiga n° 1 da educação, planeja retirar as férias, a licença-prêmio e a redução de carga horária. E apesar de termos direito a 30 dias de férias após cada semestre letivo isto não vem sendo respeitado. Querem nos fazer acreditar que o recesso de natal-ano novo foi uma antecipação de parte das férias. Nada mais falso! E mais: vários professores recém concursados e substitutos estão sendo obrigados a trabalhar durante as “férias”. Realmente não há limites para o absurdo. A licença-prêmio concebida a cada 5 anos é outro direito que vem sendo negado. Assim como, os professores que possuem tempo ou idade são impedidos pela prefeitura petista de usufruir do seu direito a redução da carga horária. O planejamento na rede municipal de ensino é inexistente. Luizianne intensifica a exploração sobre os professores ao negar tempo suficiente para planejamento das aulas.
    
Uma GREVE também para garantir a implantação da Lei do Piso
Tivemos uma vitória parcial ao derrotamos a ADIN (Ação Direta de 
Inconstitucionalidade) movida por 5 governadores, incluindo Cid Gomes (PSB). Mas essa luta, que já tem 20 anos, não pode parar por aí. Somente através da luta organizada poderemos fazer valer o Piso. Devemos também nos manter mobilizados para garantirmos o 1/3 para planejar, pois o STF não é digno de confiança. Consideramos ainda que um PISO minimamente decente deveria ter como vencimento base o salário mínimo que propõe o DIEESE, de R$ 2.194. Assim, como defendemos que o tempo ideal de planejamento deve ser de 50% da carga horária. Mas, mesmo com uma Lei do Piso rebaixada, Cid e Luizianne demonstram seu total desprezo pela educação pública, ao não aplicarem imediatamente a Lei. Portanto, nós professores devemos implantar o piso através das lutas, exigindo o cumprimento imediato da lei do piso e partindo para a conquista do piso do DIEESE e de 50% de tempo para planejamento. 

A direção majoritária do SINDIUTE deixa a desejar
Nós, que compomos o coletivo CSP-CONLUTAS pela base na educação, acreditamos que há muito ainda o que fazer para que saiamos vitoriosos dessa luta. Consideramos também que a direção majoritária do SINDIUTE tem pecado em muitos pontos. Um ponto central é a mobilização efetiva da base da categoria, sem isto não iremos chegar a lugar algum. Tal fato é constatado, quando observamos a falta de divulgação das assembleias nos meios de comunicação. Não menos importante e que queremos ressaltar é a questão da democracia sindical. Em nossa opinião, discussões atravessadas, votações ilegítimas, difamações etc não deveriam fazer parte da prática dos sindicatos. O atrelamento dos sindicatos aos governos também deve ser repudiado.

GREVE e unidade na luta para garantir direitos: ato nacional dia 28 de abril
Vamos construir uma greve para garantir a manutenção de nossos direitos. E a força de nossa luta está na unidade dos trabalhadores, para tanto, aprovamos na última assembleia um ato dos professores no dia 28 de abril que é o dia nacional de luta contra os ataques aos direitos dos trabalhadores. Demais trabalhadores estarão lado a lado com professores fortalecendo a luta para manutenção dos direitos. UNIDADE DE CLASSE PARA FORTALECER A LUTA!

Calendário de Luta:
·        Assembleia Geral – 26/04, às 10h no Ginásio Marista;
·        Ato de Rua – 28/04. Caminhada até o Paço Municipal.Concentração na Praça da Bandeira às 9h.



Postado por: Marcos Adriano
Presidente do CAPED